Mundo
EUA revogam vistos de juízes em ação ‘contra corrupção’ na América Latina
Nova diretriz se baseia na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA.
Foto: Donald Trumpo@Instagram
Os EUA anunciaram restrições de entrada contra 27 bolivianos, equatorianos, colombianos e peruanos e seus familiares, entre eles juízes, procuradores, empresários e o procurador-geral da Bolívia. O governo americano acusa os atingidos de corrupção ou de envolvimento com atividades ligadas ao narcotráfico.
EUA citam Escudo das Américas na decisão
Departamento de Estado diz que a medida segue compromissos assumidos pela administração Trump para defender a governança democrática. Em nota, o órgão afirmou que a política foi anunciada após compromissos firmados na Cúpula de Doral, encontro internacional que formalizou o lançamento da coalizão Escudo das Américas, liderada pelo governo dos Estados Unidos.
Nova diretriz se baseia na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. O Departamento de Estado diz que o mecanismo permite agir rapidamente, em coordenação com parceiros, conforme novas evidências apareçam.
Governo Trump informou que já começou a aplicar restrições com foco em participantes do Escudo das Américas: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. A política mira pessoas que, segundo Washington, prejudicam governos democraticamente eleitos por corrupção ou por atividades ligadas ao narcotráfico.
Bolívia concentra a maior parte dos casos
Na Bolívia, o Departamento de Estado afirma ter revogado vistos de 12 cidadãos e de seus familiares. Entre os bolivianos que tiveram vistos revogados estão o ex-ministro da Justiça Ivan Manolo Lima Magne, o magistrado Israel Ramiro Campero Mendez e o coronel Frans William Cabrera Quispe. Além deles, outras nove pessoas foram atingidas pela decisão. Segundo o comunicado, elas foram consideradas inelegíveis para obter visto mesmo sem tê-lo atualmente.
Na Colômbia, os EUA dizem ter revogado vistos de duas pessoas e de seus familiares. O comunicado cita o empresário Euclides Antonio Torres Romero e a senadora Martha Isabel Peralta Epieyu, ligada ao Pacto Histórico e ao Movimento Alternativo Indígena e Social.
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