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Espanha fecha espaço aéreo a voos dos EUA ligados a ataques ao Irã e veta uso de bases

Governo cita soberania e fala em ‘guerra ilegal’.

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O governo da Espanha decidiu fechar o espaço aéreo a aeronaves dos Estados Unidos envolvidas em operações militares contra o Irã, além de recusar o uso de bases estratégicas em seu território. A medida, confirmada por fontes oficiais após revelação do jornal El País, amplia o distanciamento de Madri em relação à ofensiva liderada por Washington.

Segundo o governo espanhol, aviões ligados a missões de ataque, apoio logístico ou reabastecimento em voo não poderão utilizar nem o espaço aéreo do país nem as bases de Base Naval de Rota e Base Aérea de Morón, tradicionalmente usadas por forças americanas. A restrição inclui também aeronaves destacadas em países aliados, como Reino Unido e França.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou no parlamento que a decisão foi baseada no entendimento de que a operação militar não tem respaldo no direito internacional.

— Não foi uma decisão fácil, mas somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais — declarou, segundo a Agência Lusa.

De acordo com o governo, todos os planos de voo relacionados às ações no Irã foram recusados, incluindo missões de reabastecimento, consideradas essenciais para operações de longo alcance.

A decisão ocorre após semanas de negociações entre Madri e Washington sobre o papel da Espanha no dispositivo militar norte-americano na região. O veto marca uma posição incomum dentro da aliança ocidental e pode gerar atritos diplomáticos.

Sánchez também criticou os impactos do conflito, classificando o cenário como um “desastre absoluto”. Segundo ele, a guerra desestabiliza o Oriente Médio, enfraquece a Ucrânia ao beneficiar a Rússia e provoca efeitos na economia global.


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