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Economia

Só 15% das empresas planejam contratar e retomar crescimento no 3º trimestre, diz pesquisa

Ao todo, foram ouvidos 750 empresários brasileiros em abril. O índice coloca o Brasil na 28º posição global dos países mais otimistas para geração de emprego.

A retomada de empregos só deve acontecer a partir de janeiro do ano que vem, indica pesquisa. (Foto:Reprodução/Internet)

Só 15% das empresas planejam aumentar o quadro de funcionários no terceiro trimestre, enquanto outras 8% pretendem fazer cortes. Os dados são de uma pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup, divulgada com exclusividade pelo UOL.

A diferença entre esses dois números, de sete pontos percentuais, é o que a pesquisa chama de crescimento líquido de emprego. Ao todo, foram ouvidos 750 empresários brasileiros em abril. O índice coloca o Brasil na 28º posição global dos países mais otimistas para geração de emprego, um ano após o início da pandemia de coronavírus. Nas três primeiras posições aparecem Estados Unidos, com 25 pontos percentuais, seguido de Taiwan, com 24, e Austrália, com 17 pontos percentuais.

O percentual de empresas que não devem mexer na folha de pagamento no Brasil é de 74%. “Esse dado carrega uma mensagem muito importante, pois mostra que os empregadores estão olhando mais para dentro de casa, avaliando a sua força de trabalho, para capacitar essas pessoas, principalmente influenciada pela transformação digital, com objetivo de não perder talentos”, avalia Erika Destro, diretora do ManpowerGroup Brasil.

Entre os entrevistados, 15% acreditam que o ritmo de contratações retornará aos níveis pré-pandemia já nos meses de julho, agosto e setembro, e outros 15% avaliam que a retomada só deve acontecer a partir de janeiro do ano que vem.

Agropecuária é destaque

A pesquisa também apurou oito setores que mais se destacaram na intenção de contratações. Os principais foram agricultura, pesca e mineração, com expectativa de crescimento de 12%.

“Esses setores hoje estão mais voltados para a demanda global de commodities, com expressiva participação na balança comercial, com a exportação de soja e minérios de ferro, que têm se destacado de maneira relevante”, informou Erika Destro, diretora financeira do ManpowerGroup Brasil.

Na sequência, aparecem indústria, finanças e serviços, cada um com expectativa de crescimento de 11%. “No caso da indústria, vemos muito a demanda represada. Muitas não tinham matéria-prima para produzir, não seguiram com a linha de produção e agora estão voltando a certa normalidade, começando a fluir. A mesma coisa para serviços”, disse a executiva. Por outro lado, administração pública e educação e transportes e serviços públicos esperam um ritmo menor de contratações, de 5%.

Grandes mais otimistas que pequenas

O estudo mostrou que há expectativa de contratação em empresas de todos os portes no terceiro trimestre. A maior projeção é das grandes empresas, seguido pelas médias e microempresas. A expectativa mais fraca foi das pequenas empresas.

“No caso das grandes, podemos correlacionar esse crescimento esperado com a ‘digitização’. São empresas com mais de 250 funcionários que estão investindo na transformação digital, que têm necessidade de novas atividades, cargos que estão se formando, estão contratando muito mais e se destacam de maneira relevante. Erika Destro, diretora financeira do ManpowerGroup Brasil.

As microempresas cresceram como alternativa aos trabalhadores, frente ao alto índice de desemprego. “Na maioria das vezes, são formadas pelo próprio dono, como possibilidade de sustento de uma forma digna, especialmente aos informais”.

Minas Gerais e Paraná à frente Minas Gerais e Paraná são os estados mais otimistas com a recuperação de empregos, ambos esperando um crescimento de 15%. Segundo o ManpowerGroup, esses estados têm uma grande participação no setor de agricultura, pesca e minérios, juntamente com indústria e serviços, que são exatamente os setores em destaque.

A pesquisa também tem dados sobre a cidade de São Paulo. No caso da capital paulista, as expectativas de contratação são de apenas 3%. Destro destaca que na cidade predominam os setores de serviço e varejo, por isso o resultado. “Mas no que se refere à Grande São Paulo, o número é um pouco maior, de 9%, porque já entram as indústrias”, diz.

As informações são do UOL.

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