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Economia

Juro do cheque especial persiste acima de 300%, no maior nível em 25 anos

As instituições oficiais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, perderam o fôlego financeiro e tiveram que subir os juros para recompor margens.

Depois que os bancos públicos desistiram de comprimir os juros para forçar a queda do custo do crédito no país, as taxas cobradas no cheque especial subiram para os maiores percentuais da série estatística do Banco Central, que cobre 25 anos. Em junho, segundo o último dado do BC, a taxa média estava em 322,23% ao ano, mesmo com o juro básico na mínima histórica. Há um salto significativo nos últimos anos, quando as instituições oficiais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, perderam o fôlego financeiro e tiveram que subir os juros para recompor margens.

As taxas do cheque especial de pessoas físicas ficaram em 301,5% ao ano em média a partir de 2015. Esse percentual representa forte alta em relação ao que vigorou durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, marcada pela interferência nas instituições oficiais para forçar maior competição no mercado – o custo médio do cheque especial no período ficou em 155,7% ao ano com uma taxa mínima de 136,7% ao ano em março de 2013. E também supera a média de 159,9 ao ano dos cinco anos anteriores, de 2007 a 2011.

O dados mostram que, de forma geral, os bancos federais saíram frente. Quando a presidente Dilma determinou a baixa dos juros dos bancos federais, as taxas caíram a uma mínima de 60,8% ano na Caixa e 80,4% ao ano no BB, em março de 2013. Desde então, subiram para, respectivamente, 298,9% ao ano e 298,5 ao ano. Uma explicação para a Caixa e o BB terem subido os juros acima dos patamares vigentes antes período Dilma é que o cheque especial dá resultados mais acelerados na recomposição de receita dos bancos, por ser uma linha de curto prazo, cujo estoque pode ser renovado rapidamente.

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