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Economia

Europa: 87 empresas cobram redução no desmatamento para manter negócios com Brasil

Itamaraty garante que políticas brasileiras de proteção ao meio ambiente são eficazes e disse que há comprometimento do governo e da sociedade em eliminar o desmatamento ilegal no país.

At the end of the undercurrent Fire Season in the Amazon, Greenpeace registered the destruction left by forest fires, in a region between the states of Amazonas, Acre and Rondônia, in Brazil. Even with the acknowledge that the conservation of socio-biodiversity is essential to world climate, the Amazon presents areas of ashes and still living flames. Forest fires threatens people, animals and expands greenhouse gas emissions. Regardless of the overall decrease of heat focus of 2018, the most critical states in the country presented more fires fires. Ao final da temporada de fogo na Amazônia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas, na região entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia Mesmo com sua reconhecida importância para conservação da sociobiodiversidade e do clima no mundo todo, a Amazônia ainda possui focos ativos de incêndio e áreas de cinzas. O fogo oferece risco às pessoas e aos animais e contribui para engordar as emissões de gases do efeito estufa. Em 2018, apesar da tendência geral de queda no número de focos de calor na Amazônia Legal, estados críticos em desmatamento registraram mais fogo.

Um grupo com 87 empresas europeias pediu, em carta aberta, que o Brasil mantenha políticas de combate ao desmatamento ilegal para que elas mantenham as relações comerciais com produtores brasileiros. O documento – publicado em 3 de dezembro – mostra a preocupação das companhias com o futuro da Moratória da Soja, que proíbe a compra do grão em áreas desmatadas da Amazônia após 2008.

Entre os signatários do pedido que reforça a importância da política de proteção estão a rede francesa Carrefour, a Associação Belga de Alimentos (BFA) e o Consórcio Britânico de Varejo (BRC).

A consultora de políticas de sustentabilidade do BRC, Leah Riley Brown, disse nesta quinta-feira (12) ao G1 que o aumento do desmatamento é uma preocupação tanto para empresários como para clientes do Reino Unido.

O G1 informou que teve acesso a outra correspondência, esta assinada exclusivamente pelo BRC e endereçada diretamente ao embaixador brasileiro em Londres, Fred Arruda, que pede explicações sobre as recentes movimentações para o fim da Moratória da Soja.

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“Queremos continuar a comprar soja do Brasil, mas se a Moratória da Soja não for mantida, nossos negócios com o país podem estar em risco”, disse a carta assinada por uma representante do BRC. “Nós queremos garantias de que o governo brasileiro vai manter a moratória da soja.”

O grupo de empresas britânicas disse reconhecer os avanços no combate ao desmatamento que o Brasil teve nos últimos dez anos, mas se mostrou preocupado com o aumento recente nas taxas de desmatamento.

“Nossos membros estão comprometidos a eliminar o desmatamento das prateleiras e é isso que nossos clientes esperam de nós”, disseram.

Em resposta, o ministério de Relações Exteriores disse que há um “comprometimento” do governo e da sociedade brasileira em “eliminar o desmatamento ilegal e promover uma rede de abastecimento sustentável.”

A chancelaria brasileira citou o recente acordo da União Europeia com o Mercosul como uma “expressão clara do compromisso com uma produção responsável” e defendeu o Código Florestal como um mecanismo de proteção da Amazônia.

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