Economia
Empresários do Norte e do Centro-Oeste voltam a demonstrar desconfiança, aponta pesquisa da CNI
Centro-Oeste e Norte viram o ICEI despencar 2,6 pontos e 1,6 ponto, para 49,5 pontos e 48,7 pontos, resectvamente.
Os empresários das Regiões Norte e Centro-Oeste voltaram a demonstrar desconfiança, de acordo com o Resultado Setorial do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) de março de 2026, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quarta-feira (25/04).

O ICEI – vai de 0 a 100 pontos e cujos valores abaixo de 50 pontos sinalizam falta de confiança dos empresários – caiu nas cinco regiões do país. No Sul e no Sudeste, o ICEI recuou 2,4 pontos e 0,8 ponto, para 44,8 pontos e 46 pontos, respectivamente, aprofundando o pessimismo nessas regiões.
Centro-Oeste e Norte, por sua vez, viram o ICEI despencar 2,6 pontos e 1,6 ponto, para 49,5 pontos e 48,7 pontos. Com isso, ambas as regiões passaram de um estado de confiança para um estado de falta de confiança.
Os índices de confi ança das regiões Norte e CentroOeste caíram para abaixo da linha divisória de 50 pontos, marcando uma transição de confi ança para falta de confi ança entre fevereiro e março de 2026. Assim, com exceção das indústrias da região Nordeste, todas as regiões registram falta de confiança.
No Nordeste, o índice também recuou. Passou de 53,1 pontos para 52,8 pontos. Apesar da queda, os industriais da região são os únicos que seguem otimistas. A edição de março do ICEI Setorial ouviu 1.699 empresas — 703 pequenas, 604 médias e 392 grandes — entre 2 e 11 de março de 2026.
De acordo com a pesquisa, 23 dos 29 setores industriais brasileiros fecharam o mês de março sem confiança na economia. Esse é o maior número de setores industriais pessimistas desde janeiro de 2025.
O quadro de falta de confiança entre os empresários industriais tem se intensificado desde o início de 2026. Em janeiro, eram 20 setores pessimistas; número que aumentou para 21 em fevereiro e para 23 em março.
“Os juros altos seguem como os principais responsáveis por esse cenário. A queda na taxa de juros recente, de apenas 0,25 ponto percentual, é muito pequena para reverter esse quadro de falta de confiança de forma significativa e, consequentemente, o curso da atividade industrial”, acredita Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
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