Economia
Boletim Focus: mercado reduz projeção de inflação e eleva do PIB para 2026
Pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central.
A projeção dos analistas para a inflação de 2026 foi revista para baixo, enquanto a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano manteve a tendência de alta, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pelo Relatório Focus do Banco Central. A pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 3,95% para 3,91%. A taxa está 0,59 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,00%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida diminuiu de 3,92% para 3,88%.
A projeção para o IPCA de 2027 seguiu em 3,80%, pela 16ª semana consecutiva. Considerando apenas as 108 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,70% para 3,80%
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus do ano, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.
Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, 23, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 seguiram em 3,50%, pela 16ª e 25ª semanas consecutivas.
PIB
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou levemente, de 1,80% para 1,82%, depois de 10 semanas de estabilidade. Considerando apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, porém, a estimativa caiu de 1,90% para 1,82%.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 8ª semana seguida. Considerando só as 65 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 102ª e 49ª semana seguida, respectivamente.
Selic
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13%, depois de oito semanas de estabilidade. Considerando só as 92 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana seguiu em 12,00%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 54ª semana seguida. Considerando só as 87 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também permaneceu em 10,50%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,00%, pela 5ª semana seguida. Para 2029, a mediana continuou em 9,50%, pela 17ª leitura consecutiva.
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.
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