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Economia

Black Friday: metade dos brasileiros que pretendem aproveitar a data já fez lista de compras

Empreendedores podem aproveitar atenção a produtos desejados para anteciparem vendas.

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Seis a cada dez brasileiros pretendem comprar na Black Friday 2025 e 48% desse grupo já tem a lista de desejos pronta para a data. É o que revela nova pesquisa do Google, encomendada à Offerwise. O planejamento entre os consumidores é resultado da solidez da campanha, que chega ao seu 15º ano no país. E convoca os vendedores a se organizarem para alcançar bons resultados em novembro ou até mesmo começarem já a aproveitar a expectativa, com ofertas antecipadas.

— Segundo nossos insights, do calendário de promoções ao longo do ano, os brasileiros conhecem quatro datas, já pesquisaram em três delas e compraram em duas. E a Black Friday continua sendo a data comercial que mais mobiliza nosso país — afirma Gleidys Salvanha, diretora-geral de Varejo e Tech do Google Brasil: — Este ano, temos um otimismo equilibrado para a data. Seis em cada dez brasileiros pretendem comprar e a maioria das pessoas dizem que vão gastar mais de R$ 600, índices similares ao do ano passado.

Nove em cada dez brasileiros conhecem e quase sete entre dez já fizeram compras na Black Friday. A data é vista como a única ocasião que justifica a compra de bens duráveis e itens de alto valor. Também por isso, 49% dos consumidores se planejam financeiramente para a temporada. Veja outros dados da pesquisa:

89% dos brasileiros conhecem a data;
82% declaram que pesquisam na data;
54% guardam dinheiro especificamente para esse momento;
83% iniciam a economia mais de um mês antes do evento;
68% dos consumidores afirmam que podem mudar a compra por um bom preço;
40% podem gastar mais do que o previsto por medo de arrependimento;
51% esperam a Black Friday por confiarem mais nas promoções.

A temporada de Black Friday, segundo Google, é a única a acomodar as tensões entre antecipação e espontaneidade: ao mesmo tempo em que acomoda o consumidor estratégico, que pesquisa e planeja intensamente suas compras, a data também dá espaço ao consumidor impulsivo, que age por receio da perda de ofertas — e eles podem ser a mesma pessoa. Sete em cada dez consumidores afirmam que podem mudar a compra por um bom preço, enquanto 40% podem gastar mais do que o previsto por medo de arrependimento.

— O consumidor da Black Friday está cada vez mais intencional e estratégico, equilibrando compras de alto valor com oportunidades de ocasião. Isso exige das marcas uma visão completa de jornada, com diferenciação além do preço e estratégias para conquistar confiança e lealdade — aponta Nathalia Camargo, diretora de Commerce do Google Brasil.

Empreendedor, é hora de agir

A três meses da Black Friday, é hora de os vendedores se organizarem para fazer o melhor proveito na sexta-feira especial. Compras para o estoque, preparação de promoções, análises de dados de consumo são tarefas a cumprir. Mas também é possível tirar uma casquinha antecipada com promoções em setembro e outubro.

Segundo Google, os consumidores já estão mapeando valores e lugares para a conclusão de suas compras. E podem fazer negócio antes da data, se visualizarem uma boa oportunidade.

— Se ainda não fez isso, o empreendedor tem que estruturar o site para a temporada, colocar as informações corretas, porque o comportamento de consumo ali já começou. Se tem o Google Shopping, colocar todo seu catálogo atualizado para a data. E, na verdade, a venda pode acontecer agora. Quase 50% dos consumidores que pretendem aproveitar a Black Friday já começou a montar o seu carrinho — explica Nathalia Camargo.

Quatro alavancas para os negócios

O Google dá quatro dicas de estratégias que podem ser ativadas para uma boa Black Friday nos negócios:

Oferecer oportunidade: o momento da compra imediata, em que a combinação de preço, prazo de entrega e frete grátis acelera decisões.
Dar estímulo a upgrades, quando o consumidor percebe que um investimento adicional pode resultar em algo melhor, aumentando o ticket médio.
Utilizar a Black Friday como ponto de partida para relações duradouras, transformando picos de vendas em fluxo contínuo de receita.
Fomentar lealdade: confiança e conexão a partir da data, transformando compras pontuais em relacionamentos de longo prazo com o cliente.


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