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Cultura

Filmes brasileiros “Bob Cuspe”, personagem de Angeli, e “Pixinguinha”, chegam aos cinemas

O personagem de quadrinhos Bob Cuspe e a vida do músico Pixinguinha são os destaques de produções do cinema brasileiro lançadas nesta semana.

Personagem Bob Cuspe , do cartunista Angeli. (Foto: Divulgação)

Filmes brasileiros são a salvação da programação de cinema a partir de lançamentos neste final de semana. Principal título, “Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente” é uma adaptação dos quadrinhos de Angeli que foi premiada nos festivais internacionais de animação de Ottawa, no Canadá, e de Annecy, na França (o “Cannes da animação”). Primeiro longa-metragem de Cesar Cabral, foi filmado com bonecos ao longo de cinco anos, utilizando a técnica de stop motion (na qual objetos são fotografados quadro a quadro para passar a ilusão de movimento).

O próprio Angeli aparece na trama, mas em versão animada, disposto a dar a Bob Cuspe o mesmo fim da Rê Bordosa. Mas o punk não aceita a extinção (afinal, “punk’s not dead!”) e parte para um acerto de contas. Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) dá voz ao famoso punk da periferia dos quadrinhos.

“Pixinguinha – Um Homem Carinhoso” chega aos cinemas uma semana depois de “Marighella”, embora tenha sido filmado um ano antes. Este paradoxo deixa duas cinebiografias estreladas por Seu Jorge em cartaz simultaneamente. Desta vez, além de atuar, ele toca os instrumentos de verdade, o que aumenta a credibilidade da representação do maestro. Mas a ambição de condensar 75 anos de vida em 100 minutos ofusca a tentativa de explorar o importante aspecto musical da história.

Chama atenção a cinebiografia de um dos artistas mais importantes da música brasileira não ter entrado em nenhum festival importante. Mas a opção pela abordagem episódica, que simplifica personalidade, época e trajetória do compositor de “Carinhoso”, “Lamentos” e “Benguelê”, torna “Pixinguinha” quase uma versão compacta de minissérie. Ela é assinada pela roteirista Manuela Dias e dirigida pela dupla Denise Saraceni e Allan Fiterman, conhecidos pela realização de novelas e séries da Globo.

A seleção nacional também inclui o drama “Curral”, que foi premiado no festival espanhol de Huelva. O primeiro longa de ficção de Marcelo Brennand compartilha a temática de seu documentário “Porta a Porta” (2010), abordando as campanhas políticas do Nordeste. Na trama, um político que se apresenta como renovação repete os mesmos métodos que denuncia como ultrapassados. O elenco traz Thomas Aquino (“Bacurau”), José Dumont (“Onde Nascem os Fortes”) e Rodrigo García (“Onde Está Meu Coração”).

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