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Cultura

Clipe documentário sobre ciclo dos rios da Amazônia será lançado nesta terça,20, nas plataformas digitais

“Uma água, tantas Tanhas”, projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc do Edital Nascentes (MT), foi filmado em Manaus e em Juara, Mato Grosso.

O clipe documentário “Uma água, tantas Tanhas – UATT”, será lançado nesta terça-feira, às 20h (horário de Manaus) durante uma live no perfil do Facebook (https://www.facebook.com/jguitarraband ). O projeto, idealizado pela bióloga e pesquisadora Jamylle Souza e realizado em parceria com a banda amazonense Jack&aguitarra, foi contemplado pela Lei Aldir Blanc de apoio cultural.

O documentário será exibido simultaneamente no Youtube (@ jackeaguitarra), também nesta terça-feira. As imagens do filme e o depoimento das personagens que relatam suas relações com os rios e a floresta, foram captadas em Manaus e na cidade de Juara (MT).

A ideia – O movimento das águas sob o olhar atento da pesquisadora Jamylle de Souza (Jam) ganhou forma de música expressada no clipe documentário “Uma água, tantas Tanhas – UATT”, projeto cultural contemplado pela Lei Federal nº 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc de ações emergenciais para o setor artístico impactado pela pandemia. A bióloga e compositora enxergou uma fonte inesgotável de inspiração musical para relatar a relação de moradores da floresta e a água durante sua pesquisa em 2017, no Amazonas.

Jamylle Souza (Jam), idealizadora do projeto. (Foto:Eduardo Nogueira/Divulgação)

No estudo, Jam Souza teve a oportunidade de interagir com ribeirinhos, pequenos agricultores, crianças e mulheres. Nesse levantamento ela conheceu Tanha, moradora de uma comunidade próxima à Balbina, Presidente Figueiredo (AM). “Era uma mulher que como tantas de nós, acordava muito cedo, cuidava da família e da plantação com o marido e, com muita sabedoria desafiava os impactos da Mudança climática sobre o principal recurso de que dependia sua sobrevivência: A água. Era uma relação de pura poesia que não caberia somente à ciência relatar.

O projeto – A proposta do projeto conquistou aprovação da Lei Aldir Blanc pelo governo do Mato Grosso, na cidade de Juara (MT) onde Jam Souza reside atualmente e atua como professora, além de Coordenar o Projeto “UATT”. Com essas vivências e outras ao longo de dez anos de atuação na Amazônia, especialmente em Alta Floresta onde cresceu, sua pesquisa se consolidou em versos desenhando uma realidade muito especial na letra da música Tanha:

“Andava descalça no meio das matas
Catando sementes para o seu colar/
Sol para bronzear sua cor queimada
Das águas pacatas que tocam a areia da beira do rio”

Para contar essa história inundada de belas imagens e com enredo musical, a bióloga formou uma equipe com a banda amazônica Jack&aGuitarra; Produtor de audiovisual e Designer gráfico, Eduardo Nogueira, e os Produtor musicais Fábio Nóbrega (mato-grossense) e Agostinho Guerreiro (manauara). Nesse intercâmbio Amazonas-Mato Grosso a produção musical, captação de imagens e depoimentos de mulheres convidadas aconteceu nos dois estados e de maneira híbrida, presencial e virtual.

Equipe de produção de “Uma água, tantas Tanhas” (Foto:Eduardo Nogueira/Divulgação)

O clipe – No clipe, a música Tanha é interpretada pelo power trio Agostinho Guerreiro (Guitarra e arranjos), Léo Moraes (bateria) e Jam Souza (Vocal e baixo) e Fábio da Nóbrega (Teclado). A gravação foi realizada no início de janeiro de 2021 nos Estudios Tupira e Super Sonic em Manaus e finalizada no Estúdio Zion, Juara. A etapa de criação e execução contou ainda com apoio dos Estúdio criativo Pacovann, Gil Simão (Produção de Set), Giovanna Serrano (Social Media) e Larissa Carvalho (Assistente de produção), além de outros profissionais que fizeram parte do time UATT.

O documentário apresenta histórias de relação com a água por mulheres na Amazônia além da gravação da banda em estúdio como parte do clipe. “Estamos intercalando filmagens no Set e captação online para compor a edição do projeto audiovisual. A proposta também foi um transitar entre o mundo real e virtual, se adaptando à realidade que estamos vivendo no mundo”, antecipou Eduardo Nogueira.

“O intercâmbio entre esses artistas não representa apenas a resistência em meio ao caos pandêmico, mas o rompimento de barreiras para ampliar o fluxo cultural entre diferentes partes desse tão diverso bioma brasileiro. Além disso, essa arte propõe uma sensibilização sobre o elemento água junto com a missão de entreter o público nesse momento tão desafiador. Tenho certeza que muitas mulheres se sentirão representadas”, finaliza Jamylle.

As gravações cumpriram todos os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19 determinados pelas autoridades de saúde, mantendo o distanciamento entre os integrantes da equipe e higienização dos equipamentos pré e pós, em cada etapa.

Para acompanhar a banda basta seguir nas redes sociais como @ jackeaguitarra (Instagram /YouTube) e @jguitarraband (Facebook)

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