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Valdemar diz a empresários em SP que PL vai tentar barrar fim da escala 6×1

Valdemar chamou a proposta que prevê o fim da escala de trabalho com somente uma folga por semana de “uma bomba para o país”.

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou hoje em um encontro com empresários em São Paulo que o partido tentará barrar no Congresso o avanço da PEC que acaba com a escala 6×1.

Valdemar participou de um evento do grupo Esfera Brasil. Chamou a proposta que prevê o fim da escala de trabalho com somente uma folga por semana de “uma bomba para o país”. “Não é fácil para o país, não é fácil para os empresários que já reclamam dos nossos impostos e tudo mais”, falou.

Pressão para projeto não andar na Câmara será grande, avalia o dirigente. Segundo ele, é “difícil um cidadão que é candidato a deputado federal ou a senador votar conta o [fim] da escala 6×1”, mas “nós [o PL] vamos trabalhar para não deixar votar”.

“Nós vamos trabalhar para isso [barrar o fim da escala 6×1], para não prejudicar o país”, disse
Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

Presidente do União Brasil defendeu “barrigar” (protelar) a avaliação da PEC no Congresso. Para Antônio Rueda, a proposta é “muito danosa para a economia e para o setor produtivo”. “Quem vai pagar essa conta é o consumidor. Em todos os setores, a gente vai ser onerado”, disse. Ele também destacou que a discussão ocorre em ano eleitoral.

“É muito claro que isso [fim da escala 6×1] tem por finalidade colher dividendos eleitorais”, disse Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

Para Valdemar, debate reaparece sempre puxado “pelo mesmo pessoal”. Ele afirmou que o PL deve insistir em se diferenciar por meio de propostas na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. Mas não detalhou que medidas pretende apresentar.

Governo defende a PEC, mas empresários pressionam contra

A proposta que acaba com a escala 6×1 entrou de vez no radar do Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou o texto à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), destravando o andamento do tema. A expectativa é de votação no plenário até maio, na semana do Dia do Trabalho.

A PEC é uma das prioridades do governo Lula para 2026. O Planalto está aberto a fazer concessões para aprovar o fim da escala 6×1. Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) disse ao UOL que o partido aceita escala 5×2, sem redução de salário e com limite de 40 horas semanais. O projeto original previa o máximo de 36 horas.

Enquanto isso, o setor empresarial tem atuado contra a proposta. As frentes parlamentares ligadas a indústria, comércio e serviços foram escaladas para fazer oposição à proposta. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou um levantamento que aponta que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pode elevar o custo da folha salarial das empresas de R$ 178,2 a R$ 267,2 bilhões por ano.

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) também criticou a proposta. Paulo Solmucci, presidente-executivo da entidade, afirmou que debater o fim da escala 6×1 em 45 dias é “oportunismo eleitoral” e que o assunto deve ser discutido com calma.

Empresas que acabaram com a escala 6X1 dizem que a produtividade aumentou. Reportagem do UOL mostrou que as faltas também diminuíram, assim como os afastamentos por doença e os pedidos de demissão. Para alguns setores, porém, a mudança na lei vai derrubar a produtividade e aumentar o desemprego.


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