Brasil
Reajustar Bolsa Família é ilegal, diz Flávio; Bolsonaro deu aumento em 2022
Populismo econômico atinge candidatos de esquerda e de direita; nos Estados Unidos, Donald Trump prometeu cheque de US$ 5 mil; leia coluna
Foto: Beto Barata/Agência Senado)
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) classificou como “ilegal” o reajuste de 15% no Bolsa Família — anunciado pelo presidente Lula (PT) hoje, a 17 dias da eleição. Próximo ao pleito de 2022, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aumentou o benefício em 50%.
O que aconteceu
“Não caia na falsa promessa da picanha, porque Lula está em desespero”, afirmou Flávio. “Lula acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode, mas é o desespero de quem sabe que já perdeu”, falou o candidato durante ato de campanha em Vitória da Conquista (BA) hoje.
Senador disse que os R$ 600 pagos desde o governo Bolsonaro “não compram mais o que compravam”, em referência à inflação. Seu pai reajustou o valor do benefício em agosto de 2022 em 50%, de R$ 400 para R$ 600, e mudou o nome do programa social para Auxílio Brasil, numa tentativa de desvinculá-lo de Lula.
Mais cedo, Lula anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, o primeiro feito pelo atual governo. O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777. O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, segundo o governo.
Medida ocorre no momento em que a candidatura de Lula à reeleição está ameaçada. Flávio Bolsonaro, que é seu principal adversário na disputa, cresceu nas pesquisas mais recentes. Ambos aparecem empatados tecnicamente na simulação de segundo turno do Datafolha, da Quaest e da Atlas/Bloomberg.
STF considerou aumento de 2022 inconstitucional
Em ano eleitoral, o então presidente Jair Bolsonaro aprovou uma emenda à Constituição que reconhecia estado de emergência. A medida permitiu despesas extraordinárias de cerca de R$ 41 bilhões naquele ano. O candidato à reeleição usou a verba para reajustar o Auxílio Brasil e ampliar o Auxílio Gás, entre outras medidas.
O Supremo Tribunal Federal declarou parte da emenda inconstitucional. Segundo o colegiado, ampliar benefícios às vésperas da eleição viola a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Com informações do UOL
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