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Brasil

Petrobras paralisa perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido

Segundo a empresa, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança

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A foz do rio Amazonas, área de prospecção de petróleo offshore visada por empresas de Brasil, Suriname e Guiana — Foto: Landsat/Nasa

A Petrobras informou que no último domingo foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.

“A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo”, disse a estatal em nota.

Segundo a empresa, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. “A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, destacou em nota.

A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas, atestou a companhia.

O Ibama concedeu para a Petrobras a licença para explorar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas no último dia 20 de outubro, após iniciar o processo em 2020. A estatal começou a perfuração no mesmo dia. O poço tem uma profundidade total de 7.081 metros, dos quais 2.880 correspondem à profundidade da água.

O poço está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a 500km da foz do Rio Amazonas e a 175km da costa, na Margem Equatorial brasileira. A perfuração da Petrobras na região é alvo de críticas de ambientalistas, que avaliam que a região concentra grande quantidade de fauna e flora marinha, além de a costa ter uma grande área de manguezal e de comunidades indígenas.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode ter uma reserva de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Como base de comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Segundo fontes, a Petrobras vai levar de 10 a 15 dias para reparar as duas linhas que apresentaram o problema. Elas serão retiradas do mar. Além disso, o vazamento desse tipo de fluido é uma ocorrência constante nas atividades de exploração na estatal. Segundo essa fonte, três das últimas seis perfurações da empresa apresentaram essa ocorrência.

Uma fonte técnica do setor ponderou que, por ser biodegrável, o fluido não contém petróleo e não causa impactos ao meio ambiente e está em linha com as exigências do Ibama. Mas ambientalistas manifestaram preocupação. O Instituto Internacional Arayara disse que, ainda que a estatal alegue ausência de impactos ambientais imediatos, incidentes desse tipo evidenciam os riscos estruturais da exploração de petróleo em uma das regiões mais sensíveis do planeta, marcada por alta biodiversidade e pela dependência direta de comunidades costeiras e tradicionais.

A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas, atestou a companhia.

O Ibama concedeu para a Petrobras a licença para explorar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas no último dia 20 de outubro, após iniciar o processo em 2020. A estatal começou a perfuração no mesmo dia. O poço tem uma profundidade total de 7.081 metros, dos quais 2.880 correspondem à profundidade da água.

O poço está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a 500km da foz do Rio Amazonas e a 175km da costa, na Margem Equatorial brasileira. A perfuração da Petrobras na região é alvo de críticas de ambientalistas, que avaliam que a região concentra grande quantidade de fauna e flora marinha, além de a costa ter uma grande área de manguezal e de comunidades indígenas.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode ter uma reserva de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Como base de comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Segundo fontes, a Petrobras vai levar de 10 a 15 dias para reparar as duas linhas que apresentaram o problema. Elas serão retiradas do mar. Além disso, o vazamento desse tipo de fluido é uma ocorrência constante nas atividades de exploração na estatal. Segundo essa fonte, três das últimas seis perfurações da empresa apresentaram essa ocorrência.

Uma fonte técnica do setor ponderou que, por ser biodegrável, o fluido não contém petróleo e não causa impactos ao meio ambiente e está em linha com as exigências do Ibama. Mas ambientalistas manifestaram preocupação. O Instituto Internacional Arayara disse que, ainda que a estatal alegue ausência de impactos ambientais imediatos, incidentes desse tipo evidenciam os riscos estruturais da exploração de petróleo em uma das regiões mais sensíveis do planeta, marcada por alta biodiversidade e pela dependência direta de comunidades costeiras e tradicionais.

“Não foi por falta de aviso que começou a exploração de petróleo no bloco. Ao contrário, assim que foi anunciada a liberação, entidades indígenas e organizações da sociedade civil, entre elas, o Instituto Arayara, apresentaram ação civil pública solicitando a anulação da licença”, disse em nota.

Para Instituto Arayara, o vazamento é a concretização do cenário negativo que povos e comunidades tradicionais e organizações ambientalistas alertam há anos. “As incertezas sobre o fluxo das intensas correntes mais profundas ainda não é totalmente conhecido, tornando essa atividade mais insegura”.

Segundo a estatal, a duração da perfuração do poço é estimada de cinco meses. Nessa fase de pesquisa exploratória, a estatal busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. Não há produção de petróleo nessa fase.

Além da Bacia da Foz do Amazonas, a empresa também realiza atividades exploratórias em outra bacia que forma a Margem Equatorial: a bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte. Lá, a Petrobras já perfurou dois poços, mas sem comprovação de reservas. A companhia pretende iniciar, nos próximos meses, a perfuração de um terceiro poço na região.

As informações são do O Globo.


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