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Brasil

Ministro do Meio Ambiente efetiva mais um PM paulista para presidir o ICMBio

O coronel da Polícia Militar de São Paulo, Fernando Cesar Lorencini, que já comandava interinamente o Instituto Chico Mendes, assume de vez a presidência do órgão no lugar do exonerado e também coronel, Homero Cerqueira.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, decidiu efetivar o presidente interino do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), o coronel da Polícia Militar de São Paulo, Fernando Cesar Lorencini. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Lorencini vai substituir o coronel Homero Cerqueira, exonerado no mês passado após entrar em atrito com o ministro Salles. Será, portanto, o segundo coronel da PM paulista a assumir o cargo na sequência. A informação foi confirmada à Folha por uma fonte no ministério, apesar de a pasta ainda não confirmar oficialmente. A nomeação deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União. ​

Servidores de carreira do ICMBio reagiram com naturalidade, pois consideravam que a manutenção já era esperada, seguindo a lógica da gestão Salles à frente do Meio Ambiente. Alguns chegaram a demonstrar alívio, temendo que o cargo fosse para um indicado de ruralistas.

Lorencini está no ICMBio desde abril do ano passado e ocupava o cargo de diretor de Planejamento, Administração e Logística do órgão. O coronel estava na presidência interina do órgão —responsável pela administração das 334 unidades de conservação federais— desde 21 de agosto, após a exoneração de Cerqueira.

Cerqueira foi exonerado após uma série de divergências internas com o ministro, que o acusava de usar o cargo para autopromoção. Segundo a Folha apurou na ocasião, Salles não gostou de uma série de palestras online de Cerqueira e da distribuição de medalhas a servidores para marcar os 13 anos de fundação do ICMBio, criado no governo Lula (PT).

Além disso, duranta a crise pela alta do desmatamento na Amazônia, circularam rumores no fim de julho de que o coronel substituiria Salles no comando do Meio Ambiente.

A gota d’água para a exoneração, no entanto, teria sido uma reunião de Salles com Cerqueira durante visita ao Pantanal. Salles teria sinalizado concordância com demandas de fazendeiros do Pantanal, que haviam defendido o uso do fertilizante nitrato de amônio para combater os incêndios. O produto estimula o crescimento da vegetação após o fogo, o que favorece a pastagem.

A medida não é autorizada por técnicos do ICMBio, pois também facilita o retorno do fogo. Cerqueira teria defendido a posição dos técnicos do ICMBio, o que contrariou o ministro.

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