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Brasil

João Doria, ex-governador de São Paulo, anuncia desistência de disputar eleições presidenciais

Em seu discurso, de cerca de dez minutos, o tucano disse que o país precisa de uma alternativa para atender aos eleitores que não querem os extremos.

Ex-governador João Dória (PSDB). (Foto Cristiano Mariz_O Globo)

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou hoje que não será candidato à Presidência neste ano.

“Hoje, neste 23 de maio, serenamente entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade com a cabeça erguida. Sou um homem que respeita o bom senso, o diálogo e o equilíbrio. Sempre busquei e seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário a minha vontade pessoal. O PSDB saberá tomar a melhor decisão no seu posicionamento para as eleições deste ano. Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve, com a sensação de dever cumprida e missão bem realizada”.

O tucano estava acompanhado de aliados, da esposa, Bia Doria, e do presidente da legenda, Bruno Araújo, com quem se desentendeu recentemente. Em seu discurso, de cerca de dez minutos, o tucano disse que o país precisa de uma alternativa para atender aos eleitores que não querem os extremos.

“Que não querem aquele que foi envolvido em escândalos de corrupção. E nem aquele que não deu conta de salvar vidas, não deu conta de salvar a economia e que envergonha nosso país em todo o mundo”, disse ele, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), os mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.

MDB, PSDB e Cidadania têm um acordo para lançar uma candidatura única da chamada “terceira via”, bloco político que busca viabilidade para tentar derrotar Lula e Bolsonaro.

Conforme mostrou o colunista Tales Faria na semana passada, a pesquisa encomendada pelos partidos, feita pelo Instituto Guimarães, apontou que Doria praticamente não tinha mais espaço para crescer nas pesquisas eleitorais, enquanto a senadora Simone Tebet (MDB) teria uma margem maior. A rejeição do tucano, segundo o levantamento, é mais que o dobro da taxa da emedebista.

Vencedor das prévias internas do PSDB, em novembro do ano passado, o tucano renunciou ao governo paulista em março na expectativa de sair candidato ao Planalto, mas perdeu apoio e foi preterido na disputa pela vaga.

As informações são do UOL.

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