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Infectologista ensina como prevenir as doenças mais comuns do Carnaval

Celebração popular no Brasil, o Carnaval requer não apenas disposição para os 4 dias de festa, como atenção às doenças infecciosas.

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Por ser uma festividade que envolve aglomeração de pessoas, contato físico e redução de práticas de higiene, o Carnaval se torna um cenário favorável para o aparecimento de doenças infecciosas como viroses respiratórias, herpes simples, gastroenterites e intoxicações exógenas agudas, como é o caso da intoxicação por álcool.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles , Hareton Teixeira Vechi, médico infectologista do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, explica que as doenças mais comuns do período são aquelas transmitidas por gotículas, como gripe, resfriado comum, COVID-19, citomegalovirose, mononucleose infecciosa.

“As pessoas estão muito próximas umas das outras e essas doenças requerem que uma pessoa infectada espalhe secreções respiratórias ao falar, tossir, beijar ou espirrar em uma distância, em geral, inferior a 2 metros”, explica o especialista.

Em aglomerações, os hábitos de higiene também podem ser comprometidos e doenças de transmissão fecal ou oral, como hepatite A e algumas gastroenterites e infecções intestinais também podem ocorrer, alerta o infectologista.

Como se prevenir das doenças do Carnaval

Na folia, ter o cartão vacinal em dia é o primeiro passo para uma curtição mais segura, isso porque muitas das doenças transmitidas em contexto de aglomeração são preveníveis por vacina, como influenza, pela vacina da gripe, e COVID-19 (vacina contra COVID-19). “Algumas infecções e doenças são transmitidas por sexo sem preservativo, o que torna a camisinha indispensável”, alerta.

Outra medida recomendada pelo infectologista Hareton Teixeira Vechi é evitar aglomerações em locais fechados, o que pode reduzir o risco de infecções respiratórias. “Lavar as mãos com água e sabão ou higienizar as mãos com álcool em gel periodicamente também é uma medida simples de prevenção. Levar um frasco pequeno de álcool em gel na bolsa ou pochete”, diz.

Se após a folia, o paciente se sentir indisposto ou com dores de cabeça, a medida é ficar em observação — exceto quando há presença de febre. “A famosa ressaca dura, em geral, 24h a 48h. Quando os sintomas persistem além desse período ou pioram gradativamente, mesmo que dentro dessa janela de tempo, o indivíduo precisa procurar atendimento médico, pois isso pode não ser mais uma simples ressaca e se tratar, na verdade, de uma intoxicação mais grave ou algum outro agravo infeccioso que demanda uma atenção especial”, finaliza o médico.


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