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Brasil

Homem negro morto por seguranças do Carrefour, no RS, foi asfixiado por 4 minutos diante de 15 testemunhas

A vítima, João Alberto Silveira Freitas, o Beto Freitas, 40, foi espancada por pelo menos dois minutos antes de ser sufocada até a morte, na última quinta-feira (19), em Porto Alegre.

Imagens obtidas pelo jorna Folha de S.Paulo revelam que João Alberto Silveira Freitas, o Beto Freitas, 40, foi asfixiado por quase quatro minutos, diante de 15 testemunhas, após ser espancado por pelo menos dois minutos por seguranças do Carrefour em Porto Alegre (RS), na última quinta-feira (19).

O vídeo mostra, ainda, que Freitas agrediu um dos vigilantes. Devido à qualidade do vídeo não é possível ver com clareza se um dos seguranças, Giovane Gaspar, disse algo que teria desencadeado a primeira agressão. A gravação mostra que, antes de agredir Giovane, Freitas para por um segundo e olha para o vigia.

Além dos dois seguranças, é possível ver uma fiscal do hipermercado filmando e observando o espancamento sem interferir na agressão. Um homem tenta ajudar Beto Freitas mas é afastado pela fiscal enquanto outros dois seguranças de terno se aproximam.

Durante as agressões, diversas pessoas passaram pelo local e não intervieram. Quando Beto Freitas se mexe pela última vez, há em volta dele pelo menos 17 pessoas no local, sendo 15 testemunhas e os dois seguranças que sufocaram Freitas.

Uma das testemunhas é a fiscal, que aparece em um vídeo obtido pela Folha intimidando testemunhas. Ao homem que filma o sufocamento de Beto Freitas a fiscal diz: “não faz isso [filmar] que eu vou te queimar na loja”. A funcionária afirma, então, que Freitas “deu em uma mulher lá em cima”.

​Ao ser questionada sobre por que os funcionários o agrediram com tanta brutalidade e sobre o motivo de estarem sobre ele, ela diz: “Se você conseguir acalmar ele, eu tiro todo mundo de cima dele [Beto Freitas]”.

Beto Freitas foi velado e sepultado neste sábado (21) no cemitério São João, em Porto Alegre, sob pedidos de justiça e fim do racismo.

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