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Empresa brasileira quer ajudar a “salvar” a Amazônia vendendo NFTs de animais nativos

Cada token vem com a arte de uma planta ou animal da Amazonia e é processado pela Concept Art House, com sede em São Francisco, desenvolvedora de conteúdo e editora de NFTs.

A Nemus, empresa brasileira que possui lotes na floresta amazônica, começou a vender NFTs com imagens de animais nativos, como abutre-rei e jaguatirica, com o objetivo de ajudar na preservação ambiental.

As artes foram feitas pelo artista gráfico Ben Kwok, de Los Angeles, Estados Unidos. Quem comprá-las poderá receber informações exclusivas, como imagens de satélites das áreas adquiridas de diferentes tamanhos.

Segundo a empresa, os recursos serão destinados à preservação das árvores, recuperação das áreas desmatadas e também para promover o desenvolvimento sustentável na região.

NFTs é a sigla em inglês para token não fungível. Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo – como dinheiro, propriedade ou obra de arte – registrada em uma blockchain, tecnologia que nasceu com o BTC no final de 2008.

Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel – ou parte dele. Já bens fungíveis, de acordo com o Código Civil Brasileiro, são aqueles “que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade”.

De acordo com o fundador da Nemus, Flávio de Meira Penna, em apenas um dia foram vendidos 10% de uma oferta inicial de tokens não fungíveis, representando 8 mil hectares

“Meu palpite é que isso acelerará rapidamente nas próximas semanas”, disse Penna, acrescentando que a tecnologia blockchain garantiria transparência no uso dos fundos.

Os lotes variam em tamanho de um quarto de hectare a 81 hectares (0,6 a 200 acres). Os compradores poderão localizá-los por meio de mapas online.

NFTs para os menores lotes são vendidos por US$ 150 e os maiores por US$ 51 mil. A empresa espera levantar cerca de US$ 5 milhões para comprar mais 2 milhões de hectares de terra já em negociação no município de Pauini, no estado do Amazonas.

Atualmente, a Nemus conta com 410 quilômetros quadrados de área na Amazônia, principalmente em regiões de mata fechada.

Outros esforços para financiar a conservação por meio de NFTs incluem planos para uma reserva de vida selvagem na África do Sul.

Além de preservar a floresta, Penna disse que os fundos serão utilizados para apoiar no desenvolvimento sustentável, como a colheita de açaí e castanha do Brasil por comunidades locais em Pauini (AM), que é do tamanho da Bélgica.

Cada token vem com a arte de uma planta ou animal da Amazonia e é processado pela Concept Art House, com sede em São Francisco, desenvolvedora de conteúdo e editora de NFTs.

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