Brasil
Diretor da PF diz que não havia plano criminoso contra embaixada dos EUA
Ele disse que os elementos colhidos não mostraram nenhuma ação ou plano em curso para as instalações diplomáticas americanas ou para qualquer outro em território brasileiro.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou hoje que as investigações não encontraram, até o momento, indícios de planos de ataque a embaixadas em Brasília.
“Recebemos uma comunicação da Embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar alguma veracidade daqueles dados que nos foram encaminhados. Cumprimos as medidas judiciais, é um processo sigiloso”, explicou. Não foi encontrado nenhum elemento concreto que apontasse para risco efetivo, segundo o diretor. Ele disse que os elementos colhidos não mostraram nenhuma ação ou plano em curso para as instalações diplomáticas americanas ou para qualquer outro em território brasileiro.
“A Polícia Federal tem muita responsabilidade por isso. Um inquérito policial foi instaurado, será instruído a partir das apreensões que foram feitas e aí nós poderemos, ou não, ter alguns
dobramentos”, acrescentou Rodrigues.
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Na sexta-feira, a Embaixada e os Consulados americanos no Brasil suspenderam atendimentos presenciais. A medida de segurança afetou os serviços consulares da Embaixada em Brasília e dos consulados.
Em nota, um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que “a administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos”. “Estamos trabalhando em
estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, disse o representante do Departamento de Estado.
O Itamaraty não comentou o assunto. Um embaixador brasileiro que acompanhava a questão, no entanto, disse que os americanos mencionaram questões de “segurança”. “Trata-se de um assunto policial”, disse a fonte, que também afirmou que cabe às autoridades americanas “fundamentar a que estão se referindo”.
EUA orientaram cidadãos a não ir às representações diplomáticas. A orientação foi evitar a Embaixada, os Consulados ou outras repartições norteamericanas. Em caso de assistência emergencial, a embaixada pediu que os americanos entrem em contato por meio dos contatos do plantão.
A suspensão de serviços consulares antes de eleições não seria atípica. A avaliação foi feita ao UOL por uma fonte americana com experiência diplomática na América do Sul. Apesar disso, a falta de detalhes sobre o que motivou o fechamento da embaixada é vista como “um pouco estranha”.
Segunda fonte vê estranheza na falta de explicações. A fonte afirmou que a ausência de detalhes sobre a medida chama atenção, já que a diplomacia americana sabe que esse tipo de decisão pode gerar um clima de insegurança ou tensão no país.
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