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Brasil

Covid marca 6 anos no Brasil com 39,3 milhões de casos, aponta relatório

1º caso no país foi divulgado em 26 de fevereiro de 2020; foram 244.683 casos e 2.029 mortes em 2025.

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Exatos 6 anos após o 1º diagnóstico oficial da covid no país, em 26 de fevereiro de 2020, o Brasil já registrou 39.318.227 casos da doença –o que não significa que quase 40 milhões contraíram o novo coronavírus, uma vez que uma mesma pessoa pode ter se infectado mais de uma vez. No período de 2020 a 2025, foram registradas 716.626 mortes.

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Os dados são do painel Cieges (Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS), criado pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), e do painel Síndrome Gripal pela Covid-19 do Ministério da Saúde. Os números apresentados nesta reportagem foram atualizados até 24 de fevereiro deste ano, enquanto os do painel vão até 8 de setembro de 2025.

Houve uma queda de 49% no número de casos de 2024 a 2025. O número de mortes também caiu: foi de 5.959 para 2.029. O pior ano da pandemia no Brasil foi 2021, com 14.573.707 casos e 423.349 mortes.

Evolução ao longo dos anos

2021: o pico da crise – 14,5 milhões de novos casos, elevando o total acumulado para 22,2 milhões. Taxa de incidência: 6.941,30 casos por 100 mil habitantes. Também foram registradas 423.349, no 2º ano da pandemia;

2025: menor incidência – 439.747 casos. A incidência atual é de 51,77.

Monitoramento

Até 8 de setembro de 2025, o acompanhamento da covid era feito por meio do painel de Casos e Óbitos do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde. O sistema era alimentado com dados das secretarias de saúde, mas foi descontinuado. Entretanto, o painel interativo “Covid-19 Brasil” segue tendo os números acumulativos de casos atualizados –sendo a última atualização na 5ª feira (5.fev.2026).

Mesmo 6 anos depois do início da pandemia, dados oficiais no Brasil ainda variam entre fontes, painéis do Ministério da Saúde e boletins antigos, confundindo análises. Isso pode se dar por atualizações retroativas, mudanças em critérios de notificação e inclusão de estimativas de subnotificação, alterando totais consolidados.

A transição entre o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), período em que houve a pandemia, e o governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023, agravou as discrepâncias: este adotou plataformas integradas com SRAG e atualizações frequentes dos dados da doença em 2023, 2024 e 2025.

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O Ministério da Saúde foi procurado pelo Poder360 para comentar os dados e a transição. A pasta afirmou que as variações nos números decorrem de mudanças metodológicas “necessárias e adotadas para padronizar as fontes de informação, qualificar a resposta da vigilância para a tomada de decisão dos gestores e ampliar a transparência”.

Desde 2025, os painéis passaram a usar diretamente sistemas oficiais de notificação, em substituição aos modelos anteriores, que se baseavam em consolidações manuais.

Eis o que disse o ministério:

“O Ministério da Saúde informa que os dados oficiais sobre casos leves, moderados e óbitos por covid-19 continuam sendo divulgados regularmente, com base nos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica.

“Atualmente, os casos leves e moderados são monitorados pelo Painel de Síndrome Gripal da covid-19, alimentado pelo e-SUS Notifica, e os óbitos pelo Painel de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com dados do SIVEP-Gripe.

As informações consolidadas desses sistemas também são publicadas semanalmente no Informe de Vigilância das Síndromes Gripais.

“As variações entre painéis atuais e boletins epidemiológicos antigos decorrem de mudanças metodológicas necessárias e adotadas para padronizar as fontes de informação, qualificar a resposta da vigilância para a tomada de decisão dos gestores e ampliar a transparência.

Com isso, os desde 2025, os painéis passaram a utilizar diretamente os sistemas oficiais de notificação, substituindo modelos anteriores, que estavam baseados em consolidações dos dados epidemiológicos de forma manual.

“Os dados também passaram a ser organizados prioritariamente pela data de início dos sintomas, critério epidemiologicamente mais adequado, o que pode gerar diferenças em relação a séries históricas baseadas em datas administrativas.

Ajustes adicionais refletem o caráter dinâmico da vigilância, com atualizações, reclassificações e notificações tardias, além de processos de migração de sistemas em alguns estados.

“O Ministério da Saúde reforça seu compromisso com a transparência e informa que os dados oficiais seguem disponíveis em plataformas públicas e atualizadas.”


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