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Brasil

Banco Central reduz juros em 0,25 ponto, a 14,75%, com guerra no Oriente Médio

BC explicitou em seu comunicado que “o ambiente externo tornou-se mais incerto”

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O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) cortou a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, levando a Selic ao patamar de 14,75% ao ano nesta quarta-feira (18). A decisão foi tomada de forma unânime entre os sete diretores que compõem hoje o comitê.

Diferentemente da reunião de janeiro, porém, o Copom manteve em aberto quais serão seus próximos passos, devido a incerteza do cenário atual.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz o comunicado.

banco-central-reduz-juros-em-0Mesmo assim, o Copom enfatizou que “julgou apropriado dar início ao ciclo de calibração da política monetária”, uma vez considerando que o longo período de juros altos já reflete “transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica”.

Segundo o BC, o cenário cria condições para que “ajustes no ritmo dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis de forma a assegurar o nível compatível com a convergência da inflação à meta”.

Essa é a primeira vez que o BC corta juros desde maio de 2024, quando reduziu a Selic de 10,75% a 10,5%.

A postura da autoridade monetária atendeu expectativas do mercado de que o BC adotaria maior cautela. Essa crença se espalhou à medida que a guerra no Oriente Médio se estende e gera incertezas para a economia mundial.

A guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã levou a Guarda Revolucionária Iraniana a impedir o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, rota comercial por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido pelo mundo.

Com isso, o Copom explicitou em seu comunicado que “o ambiente externo tornou-se mais incerto”.

Segundo o comunicado, a diretoria do Banco Central acompanha, sobretudo, o impacto do conflito sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação do Brasil.

O Copom voltará a se reunir entre os dias 28 e 29 de abril.

Segunda maior taxa

Apesar do corte na Selic anunciado pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (18), o Brasil segue com a segunda maior taxa de juros reais do mundo.

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Atrás apenas da Turquia, que registra juros reais de 10,38%, o país lida hoje com uma taxa de 9,51%, segundo o Ranking Mundial de Juros Reais do MoneYou e da Lev Intelligence.


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