Brasil
Assessoria de deputado informa que quatro parlamentares do AM assinaram pedido de CPI do Master
O caso ganhou destaque após a Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), que desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, resultando na liquidação do Banco Master e na prisão de seu dono, Daniel Vorcaro.
Rovena Rosa/Agência Brasil
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara, anunciou em suas redes sociais que atingiu o quórum para a abertura da CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) para investigar possíveis crimes financeiros do Banco Master. Segundo a assessoria de Jordy, até o momento há 229 assinaturas: 196 deputados e 33 senadores, entre eles 4 parlamentares do Amazonas: Amom Mandel (Cidadania); Fausto Jr. (União Brasil); Capitão Alberto Neto (PL) e Pauderney Avelino ( União Brasil). As informações são do site Poder360.
O pedido deve ser analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que fica encarregado de escolher o relator da comissão. A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso depende do cumprimento de requisitos formais previstos na Constituição. É necessária a adesão de 171 deputados e 27 senadores para a criação de uma comissão.
O caso ganhou destaque após a Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), que desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, resultando na liquidação do Banco Master e na prisão de seu dono, Daniel Vorcaro.
O banco é apontado como o epicentro de um esquema sofisticado de emissão de títulos de crédito sem lastro, uso de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos.
O requerimento de Jordy ainda cita a possível ligação entre o Master e a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com o documento, é necessário investigar a instituição que pode ter servido de porta de entrada e mecanismo para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade ao patrimônio ilícito de uma grande organização criminosa.
O principal alvo é justamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua mulher, Viviane Barci. Segundo a jornalista Malu Gaspar, a mulher de Alexandre de Moraes foi contratada como advogada do Master. Seus honorários seriam de R$ 3.646.529,77 por mês, por 36 meses. O total somado é de R$ 131.275.071,72 ao final da prestação de serviços.
O contrato entre Viviane Barci e o Master nunca foi divulgado na íntegra. Tampouco é conhecido quanto do acordo foi honrado, quais serviços exatamente foram prestados e quantos pagamentos foram feitos.
Viviane e o Master nunca contestaram os dados parciais já publicados. Em nota divulgada em 23 de dezembro de 2025, Moraes negou ter tratado com o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, sobre assuntos relacionados ao caso.
O gabinete do ministro também declarou que o escritório de advogados de Viviane nunca atuou na operação da venda do Master para o BRB (Banco de Brasília).
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento de um pedido de investigação sobre a possível atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no caso do Banco Master.
Uma das justificativas para a apuração era o contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. Ao arquivar o pedido, Gonet afirmou que, sobre o contrato, “não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique a intervenção desta instância”.
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