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Brasil

Alexandre Baldy, secretário de Doria, é solto por ministro Gilmar Mendes, do STF

A decisão do Supremo foi tomada na noite desta sexta-feira (7); secretário dos Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo foi preso pela Polícia Federal, ontem, em um desdobramento da operação Lava Jato do Rio de Janeiro.

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou soltar o secretário dos Transportes Metropolitanos de João Doria (PSDB), Alexandre Baldy (PP). A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (7). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O secretário foi preso na última quinta-feira (6), em um desdobramento da operação Lava Jato do Rio de Janeiro. “Defiro o pedido liminar para suspender a ordem de prisão temporária decretada em relação ao reclamante. Expeça-se alvará de soltura. Comunique-se com urgência”, escreveu Gilmar, na decisão

Baldy foi preso na manhã de ontem pela Polícia Federal, em uma operação que impôs o maior constrangimento político ao governador tucano desde que ele assumiu o Executivo paulista. As suspeitas que motivaram a prisão são de período anterior à nomeação dele ao governo de São Paulo, mas atingem a imagem de Doria, que via Baldy como uma das estrelas de seu secretariado e que, de olho na sucessão presidencial de 2022, buscou se descolar nos últimos anos de tucanos investigados em episódios de corrupção.

Os advogados Pierpaolo Bottini, Alexandre Jobim e Tiago Rocha, que atuam na defesa de Baldy, afirmam que a decisão corrigiu “uma injustiça brutal”. “Não há um indicio de atos ilícitos praticados por Alexandre Baldy. Os valores apreendidos em sua residência estavam declarados no Imposto de Renda, como todos os seus bens. Fez-se um espetáculo sobre o nada. O Supremo colocou as coisas em seu devido lugar, cumprindo seu papel de guardião da Constituição e da dignidade humana”, afirmaram, em nota.

Diante das acusações, Baldy pediu licença do cargo a partir desta sexta-feira (7), por um mês, para se defender. O secretário foi alvo de um dos seis mandados de prisão temporária expedidos pela 7ª Vara Federal do Rio, comandada pelo juiz Marcelo Bretas.

A operação de quinta-feira, batizada de Dardanários, é um desdobramento de investigações da Lava Jato fluminense que apuram desvios na saúde. Segundo o Ministério Público Federal, Baldy é um dos investigados por um “esquema que apura pagamento de vantagens indevidas a organização criminosa que negociava e intermediava contratos em diversas áreas”.

Em sua decisão, Bretas disse que a suspeita se refere a todos os cargos públicos que ele ocupou de 2014 a 2018 —Baldy foi deputado federal por Goiás e ministro das Cidades na gestão Michel Temer (MDB). Na casa que o secretário mantém em Brasília (DF) os agentes federais apreenderam R$ 90 mil, guardados em dois cofres. Em outra residência do secretário, em Goiânia, a PF achou mais R$ 110 mil.

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