Brasil
Alckmin defende fim de sigilos e diz que condições de Flávio são ‘desculpa’
Alckmin também mencionou as suspeitas sobre o candidato, entre elas a recém-revelada sobre o escritório de advocacia de Flávio, que teria emitido ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026.
Foto: geraldoalckmin_/Instagram
O vice-presidente na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quarta-feira (21) que candidatos eleitos à Presidência da República não deveriam ter sigilos bancário, fiscal ou telefônico.
Durante entrevista coletiva em Campinas, no interior paulista, o vice também classificou como uma “desculpa” a resposta da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o adversário autorize a abertura dos sigilos dele e de sua família.
“Olha, ele está dando uma desculpa, né? Aliás, eu defendo que quem se elege presidente não devia ter sigilo, nem bancário, nem fiscal nem telefônico, vida pública é pública”, afirmou Alckmin, ao ser questionado sobre a condição apresentada pela campanha de Flávio, que exige a abertura dos sigilos de cartões corporativos e de viagens em aviões particulares de Lula.
“Quem não quiser ter vida pública, vai para o setor privado. Agora, não dá para ter vida pública, ser candidato ao presidente da República, não querer prestar contas”, acrescentou o vice.
Ao cobrar explicações de Flávio, Alckmin também mencionou as suspeitas sobre o candidato, entre elas a recém-revelada sobre o escritório de advocacia de Flávio, que teria emitido ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato parlamentar.
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