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Brasil

Abrasmercado: preço da cesta de 35 produtos de largo consumo sobe 0,22% em fevereiro na Região Norte

Indicador a Associação Brasileira de Supermercados acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo.

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O Abrasmercado — indicador da Associação Brasileira de Supermercados que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — registrou alta de 0,22%, em fevereiro na Região Norte, com o preço médio passando de R$ 873,07 para R$ 875,01. Na média nacional, o indicador registrou alta de 0,47% em fevereiro, após uma variação moderada de 0,16% em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta no País passou de R$ 799,08 em janeiro para R$ 802,88 em fevereiro.

O Sudeste apresentou elevação de 0,46%, com a cesta avançando de R$ 818,97 para R$ 822,76. Já o Nordeste registrou alta de 0,47%, passando de R$ 717,19 para R$ 720,53. O Sul registrou a maior retração do mês (-0,17%), com o valor médio da cesta passando de R$ 873,35 para R$ 871,83. No Centro-Oeste, a queda foi de -0,14%, levando a cesta de R$ 754,26 para R$ 753,20.

Entre os produtos essenciais no Brasil, parte seguiu em queda, como o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%), o café torrado e moído (-1,20%), o açúcar refinado ( 0,90%), a farinha de trigo (-0,86%) e a massa sêmola de espaguete (-0,42%). Por outro lado, alguns itens registraram alta, com destaque para o feijão (+11,73%).

O leite longa vida também avançou (+1,24%), interrompendo a sequência de quedas dos meses anteriores. Também registraram aumento a farinha de mandioca (+1,06%) e o queijo muçarela (+0,68%).

No grupo das proteínas, os preços apresentaram comportamento misto. A proximidade da Quaresma costuma elevar a demanda por proteínas alternativas à carne bovina, o que pressiona os preços dos ovos. Em fevereiro, os ovos de galinha registraram alta de 4,55%, indicando aceleração semelhante à observada em 2025.

Nos cortes bovinos, a mudança no ciclo pecuário em 2026, marcada por menor volume de abate, combinada à demanda externa aquecida, pressiona os preços no mercado interno.

Os cortes do traseiro registraram alta de 1,30% em fevereiro e de 2,88% no acumulado do ano. Já os cortes do dianteiro subiram 0,61% no mês e 2,13% no bimestre. Nas demais proteínas, os preços recuaram para o pernil (-1,21%) e o frango congelado (-0,29%).

Entre os alimentos in natura, os preços do tomate (+0,30%) e da batata (+1,00%) apresentaram elevação, enquanto a cebola registrou retração de 2,52%.

Nos itens de uso pessoal, os preços avançaram para o xampu (+1,36%), o creme dental (+0,59%), o papel higiênico (+0,31%) e o sabonete (+0,14%).

Já na limpeza doméstica, desinfetante (+0,24%) e água sanitária (+0,43%) registraram alta, enquanto sabão em pó (-0,83%) e detergente líquido para louças (-0,74%) contribuíram para conter pressões mais intensas no grupo.

Cesta de 12 produtos básicos

No recorte de 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,43% em fevereiro, após a queda expressiva de -1,48% registrada em janeiro. Com o resultado, a cesta passou de R$ 335,35 para R$ 336,80.

As altas concentraram-se, principalmente, nos preços do feijão (+11,73%), da margarina cremosa (+1,59%), do leite longa vida (+1,24%), da farinha de mandioca (+1,06%), do queijo muçarela (+0,68%) e da carne bovina – corte do dianteiro (+0,61%).

Seguiram tendência de queda o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%), o café torrado e moído (-1,20%), o açúcar refinado (-0,90%), a farinha de trigo (-0,86%) e a massa sêmola de espaguete (-0,42%).

Regionalmente, o Sul liderou a retração nesse recorte, com queda de 0,90% e valor médio de R$ 356,87, influenciado por reduções mais intensas do que a média nacional em itens como arroz (-3,82%), carne bovina – dianteiro ( 2,46%), farinha de trigo (-2,36%) e café torrado e moído (-2,00%).

O Centro-Oeste ficou praticamente estável (0,01%), com preço médio de R$ 330,05, enquanto o Nordeste registrou leve elevação de 0,08%, com a cesta alcançando R$ 299,56.

No Sudeste, a alta foi de 0,38%, com valor médio de R$ 348,01. Já no Norte, a elevação chegou a 0,98%, levando a cesta a R$ 415,39.

Entre as capitais e regiões metropolitanas, os menores valores médios da cesta de 12 produtos permanecem concentrados no Nordeste.

Em fevereiro, Recife registrou R$ 296,54, Fortaleza R$ 299,33, Salvador R$ 300,41, São Luís R$ 300,98 e Aracaju R$ 302,79, mantendo a região no menor patamar de custo médio do país.

No Centro-Oeste, os preços permaneceram em faixa intermediária, com Brasília (R$ 326,50), Goiânia (R$ 330,02) e Campo Grande (R$ 333,62), indicando relativa homogeneidade regional.

No Sudeste, a cesta apresentou valores mais elevados em relação ao Nordeste e ao Centro-Oeste, com Rio de Janeiro (R$ 342,55), Grande Vitória (R$ 348,44), São Paulo (R$ 350,16) e Belo Horizonte (R$ 350,89), refletindo maior pressão de custos nas grandes áreas metropolitanas.

Já no Sul, Porto Alegre registrou R$ 356,42 e Curitiba R$ 357,33, mantendo-se entre os maiores valores fora da região Norte.

O Norte segue concentrando os preços médios mais elevados da cesta, com Rio Branco (R$ 411,34) e Belém (R$ 411,52).


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