Brasil
Abinee: tarifas dos EUA impõem desafios, mas podem abrir oportunidades para setor elétrico e eletrônico
Abinee acredita que o Brasil não deve entrar nessa guerra tarifária, mas deve sim se armar para enfrentar uma concorrência ainda maior no mercado interno.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) avalia que a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos aos produtos de diversos países, incluindo os maiores competidores do setor elétrico e eletrônico, representa uma oportunidade estratégica para o Brasil, mas impõe riscos para a indústria nacional.
Com a imposição de taxas elevadas, como as de 46% sobre os produtos vietnamitas, 34% sobre os chineses e 20% sobre os europeus, o Brasil se encontra em uma posição competitiva relativamente vantajosa, com uma sobretaxa de 10% – similar à de outros países como Reino Unido, Turquia, Costa Rica e Argentina. Essa configuração coloca o País em igualdade de condições com outros concorrentes, e pode abrir portas para um aumento das exportações de produtos do setor elétrico e eletrônico para os EUA, especialmente de países que estão sendo fortemente sobretaxados pelos norte-americanos.
Por outro lado, a Abinee acredita que o Brasil não deve entrar nessa guerra tarifária, mas deve sim se armar para enfrentar uma concorrência ainda maior no mercado interno, uma vez que países como China, Coreia do Sul e Vietnã deverão redirecionar suas exportações para outros mercados. A entidade também destaca que, com a aceleração do processo de assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, como sugerido por políticos franceses, o Brasil poderá ampliar suas exportações para a Europa, aproveitando-se de uma demanda crescente por produtos manufaturados no Brasil.
Além disso, a Abinee enfatiza que a situação atual coloca o Brasil em um momento único para utilizar medidas de salvaguarda, a fim de proteger a indústria local, estimular a competitividade e, ao mesmo tempo, consolidar-se como um destino atrativo para investimentos produtivos. Portanto, é fundamental que o Brasil adote uma postura proativa, explorando essas novas condições comerciais, para garantir não apenas a proteção de sua indústria, mas também o fortalecimento das suas relações comerciais no setor elétrico e eletrônico. “Se não baixarmos o custo Brasil, nós vamos nadar e morrer na praia”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato.
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