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Amazonas

Uso do chamado ‘kit covid’ ou ‘tratamento precoce’ no Amazonas entra na mira do Ministério Público

O tratamento com proxalutamida fez parte de um procedimentos de pesquisa realizado no Amazonas que foi questionado pela Comissão Nacional de Ética do Conselho Nacional de Saúde.

O Ministério Público do Estado instaurou procedimento para investigar o uso de proxalutamida, cloroquina e ivermectina, em pacientes diagnosticados com a Covid- 19, no Amazonas, a despeito da ausência de comprovação científica da eficácia do uso dessas substâncias e medicamentos no tratamento da doença. O procedimento foi instaurado pela promotora Luissandra Chíxado de Menezes.

A instauração do procedimento considera denúncia por meio da qual noticiou-se supostas irregularidades no ensaio clínico que aplicou proxalutamida, além de cloroquina e ivermectina, o chamado ‘kit covid’ ou ‘tratamento precoce’, em pacientes diagnosticados com a Covid- 19, no Amazonas, e que o fato denunciado constitui, em tese, lesão a interesses ou direitos da população.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado, revelou documentação que indicava que o Ministério da Saúde possuía uma estratégia de uso do chamado “kit covid de tratamento precoce” no Amazonas durante a crise que aconteceu entre o final de 2020 e o início de 2021.

Segundo os documentos, pacientes em Manaus foram usados como cobaias para experimentos com medicamentos sem qualquer eficácia comprovada. Segundo senadores da CPI, Manaus foi transformada em laboratório de experiências, com mortes e a outras graves consequências, pois enquanto as pessoas precisavam de oxigênio, um grupo de médicos usava remédios ineficazes, sem qualquer comprovação científica, como a cloroquina.

O tratamento com proxalutamida fez parte de um procedimentos de pesquisa realizado no Amazonas que foi questionado pela Comissão Nacional de Ética do Conselho Nacional de Saúde (Conep), após indícios de irregularidades. A Conep enviou um pedido à Procuradoria Geral da República (PGR), para que investigue as condições em que a pesquisa com proxalutamida foi aplicada. De acordo com o documento, pelo menos 200 mortes foram reportadas durante o estudo.

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