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Amazonas

Servidores da Funai em Manaus participam de paralisação nacional e anunciam greve na quinta

Em Manaus, está prevista a suspensão das atividades por 24h em protesto contra as condições de trabalho. A manifestação também pede a demissão do atual presidente do órgão federal, Marcelo Xavier.

Servidores anunciam a realização de um ato na frente da sede da Funai, na Rua Maceió, em Manaus. (Foto:Reprodução)

A partir desta quinta-feira, 23/6, servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Manaus participam de uma greve nacional que ocorre em todas as unidades da Funai nas 26 capitais e no Distrito Federal. A mobilização está sendo coordenada pela Associação Nacional dos Servidores da Funai (Ansef), Indigenistas Associados (Ina) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). As informações são do site do jornal A Crítica.

Em Manaus, está prevista a suspensão das atividades por 24h em protesto contra as condições de trabalho. A manifestação também pede a demissão do atual presidente do órgão federal, Marcelo Xavier e justiça para o caso de Bruno Pereira e Dom Phillips.

Os servidores anunciam que no mesmo dia farão um ato às 9h, no mesmo dia, em frente à sede da Funai, na avenida Maceió, bairro Adrianópolis – Zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com os organizadores do ato, haverá um um carro de som e distribuição de um manifesto que traz a frase de ordem “nenhuma gota de sangue a mais”, se referindo aos assassinatos no Vale do Javari.

O manifesto ressalta, entre outros pontos, que os servidores lutam para que as investigações cheguem até a ampla cadeia de crime organizado instalada no vale do Javari e “para que nunca mais tenhamos que passar por situação semelhante, o que requer a imediata proteção dos nossos colegas indigenistas, dos Povos Indígenas e de suas lideranças, organizações e territórios”, diz o documento.

No Amazonas, a greve está sendo organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM), entidade de base que tem filiados na Funai. A paralisação foi definida durante reunião realizada no sindicato com 19 manifestações “sim”, três “não” e duas abstenções pela greve.

Durante a assembleia os servidores se mostraram revoltados com o quadro atual de falta de infraestrutura e com a política indigenista do órgão. Uma servidora que preferiu não se identificar disse que colegas “continuam a sofrer ameaças nas coordenadorias regionais” do interior do Amazonas, deixando claro que o caso do servidor Bruno Pereira, que também sofria ameaças, não era exceção.

Além do pedido de justiça pelo caso dos assassinatos do indigenista e do jornalista no Vale do Javari, a greve pede a demissão do atual presidente da Funai, o delegado da polícia federal Marcelo Xavier. Ele é considerado por indígenas e servidores como um “anti-indígena” e “anti-funai”.

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