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Amazonas

Seripa VII vai investigar causas da queda de avião monomotor do Aeroclube do Amazonas que deixou dois mortos

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Investigadores do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII) iniciaram a perícia técnica, para investigação em busca das prováveis causas e fatores contribuintes do acidente aéreo no Aeroclube do Amazonas, no último sábado (21/03), que matou o piloto e instrutor Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho e o empresário Ulysses Oliveira de Souza, que estava concluindo a formação de pilotagem.

A aeronave, de matrícula PR-TSM, um Cessna 152, pertence ao Aeroclube do Amazonas, com capacidade para duas pessoas, é amplamente utilizado no mundo para treinamento de pilotagem. A investigação vai apurar se houve uma pane de motor quando o avião ganhava altura sobre a pista, no momento da decolagem,

Fernando tinha 40 anos, trabalhava no local há seis anos e possuía mais de 1.500 horas de voo, sendo mais de 400 na aeronave acidentada. Era também diretor do Centro de Instrução de Aviação Civil do Aeroclube do Amazonas e coordenador de instrução.

Ulisses de Oliveira tinha 36 anos, era empresário e estava prestes a se formar como piloto. Familiares dele revelaram à Rede Amazônica que o voo deste sábado seria para a obtenção de créditos complementares, uma das últimas etapas da formação. Ele foi socorrido com vida, encaminhado ao hospital, mas morreu horas depois.

As causas do acidente ainda são desconhecidas. O caso será investigado por órgãos responsáveis pela aviação para identificar possíveis falhas ou fatores que contribuíram para a queda.
O Aeroclube informou que toda a documentação da aeronave, bem como a documentação do piloto e do aluno, estão em dia junto aos órgãos, e que presta apoio a família dos envolvidos no acidente.

A investigação tem o propósito de prevenir novos acidentes e compreende a reunião e a análise de informações e a obtenção de conclusões, incluindo a identificação dos fatores contribuintes para a ocorrência, visando a formulação de recomendações sobre a segurança.

O Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) não trabalha com “causa” de acidente, mas com fatores contribuintes. “Causa” se refere a um fator que se sobressai, que seja preponderante, e a investigação Sipaer não elege um fator como o principal. Ao contrário, trabalha com uma série de fatores contribuintes que possuem o mesmo grau de influência para a culminância do acidente.

A investigação de acidente aeronáutico é de grande importância para melhorar o máximo possível a segurança de voo, seja militar ou civil. Por causa disso, existem convenções e resoluções internacionais para padronizar procedimentos de apuração, análise e recomendações, sempre com o objetivo de evitar a recorrência de casos.

A investigação da Aeronáutica não aponta culpados. Esse trabalho é da autoridade policial. A investigação de acidente aeronáutico, em todo o mundo, é um procedimento paralelo e independente, realizado por órgão especializado e voltado unicamente para a prevenção de novas ocorrências e melhoria da segurança de voo.


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