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Amazonas

Seduc do Amazonas libera aulas presenciais mas faz reunião virtual com os professores

O governador do Amazonas liberou a retomada das aulas presenciais na rede pública estadual de ensino, em Manaus, no dia 10 de agosto, mesmo com um grande número de professores com testes positivos para Covid.

O sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) divulgou na internet o Ofício 2440, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), do secretário Luis Fabian Barbosa informando que a reunião marcada para esta quarta-feira, dia 9 de setembro, será virtual, por meio de videoconferência, na plataforma meet.google.com. A Seduc não informou se a reunião virtual é para que os participantes se protejam da contaminação pelo coronavírus.

As reuniões virtuais têm sido utilizadas ao longo da pandemia como forma de evitar a transmissão do novo coronavírus. As aulas da Seduc vinham sendo ministradas de forma virtual, como reivindicam, até hoje, os trabalhadores da educação, com receio da contaminação.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) liberou a retomada das aulas presenciais na rede pública estadual de ensino, em Manaus, no dia 10 de agosto. Depois, adiou o retorno das aulas de estudantes do Ensino Fundamental, que ocorreria no dia 24 de agosto , em Manaus. Não há data prevista para a retomada das atividades. O Governo afirma que a mudança ocorre para que as unidades de ensino passem por preparação e cita, também, a necessidade de testar um número maior de profissionais da educação.

Na reunião marcada para hoje, o Sinteam tentará mais uma vez suspender as aulas presenciais, em consequência do grande número de professores com testes positivo para a Covid-19, o que ameaça os próprios trabalhadores e os estudantes e suas famílias.

Nesta quarta-feira, o site BNC Amazonas informou que epidemiologista Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Amazônia, disse que não adianta colocar “panos quentes” para esconder dados. Ele afirmou ao BNC Amazonas que Manaus já está na segunda onda de mortalidade do coronavírus (covid-19).
“O caldeirão da morte por covid-19 em Manaus aumentou de tal forma que não há mais como você colocar ‘panos quentes’ para tentar esconder isso. Claro que não vai ser um padrão de mortalidade semelhante ao que ocorreu em abril e maio”.

Segundo ele, desde o dia 1º de junho, quando o governo estadual iniciou o ciclo gradual de abertura da economia, foram registradas 700 mortes.

“Você sabe quantas mortes foram tornadas públicas pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) nesse mesmo período? Menos de 110%”, afirmou.

Orellana acusou a FVS de tentar, de “forma vil”, deturpar as estatísticas da Fiocruz, que faz análise com base nos óbitos por ocorrência. Contudo, o órgão do Amazonas divulga que são dados de notificação de mortes por síndrome respiratória grave.

“Então, eles ficam fazendo esse joguinho para tentar ludibriar, para tentar confundir a opinião pública. E, temos que admitir, eles obtiveram bastante sucesso com essa estratégia”, disse.

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