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Amazonas

Rio Negro em Manaus encerra setembro 6,22 metros acima da vazante recorde de 2024

No último dia de setembro de 2026, o rio vazou 16 centímetros (cm), acumulando descida de 9,63 m, desde o início da vazante.

O nível do rio Negro, em Manaus, encerrou o mês de setembro de 2026 na cota de 18,88 metros (m), 5,60 m acima dos 13,19 m registrados na mesma data de 2024, quando ocorreu a maior vazante da história. O nível do rio estava 6,22 m acima da registra na maior vazante, 12,66 m. Os dados são da medição publicada pelo Porto de Manaus.


No último dia de setembro de 2026, o rio vazou 16 centímetros (cm), acumulando descida de 9,63 m, desde o início da vazante. Em 2024, na mesma data, o rio vazou 17 cm, acumulando vazamento de 13,65 m.

O Boletim Mensal de Agosto do Painel El Niño 2026-2027 informou que os dados observados indicavam condições hidrológicas heterogêneas na Região Amazônica para o período de estiagem de 2026. Não havia, no momento, evidência de uma condição hidrológica excepcionalmente baixa generalizada em toda a Amazônia como em 2024, mas áreas específicas com perspectivas de chuva abaixo da média justifica atenção especial.

O boletim é o resultado de ação conjunta entre o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), e apresenta informações sobre o monitoramento e as previsões relacionadas ao fenômeno El Niño para o período de 2026 e 2027, bem como os possíveis impactos associados.

Segundo o Boletim, as bacias dos rios Branco e Negro concentravam o cenário de maior atenção, devido à combinação de níveis atualmente baixos, déficits de precipitação observados e sinal predominantemente negativo nas previsões sazonais, aumentando o risco de agravamento das condições de seca, especialmente em Roraima.

Nos principais trechos dos rios Amazonas/Solimões e Tapajós, as projeções indicavam, de modo geral, continuidade da vazante dentro da faixa histórica, porém com possibilidade de prolongamento caso a recuperação das chuvas no início da estação chuvosa seja inferior ao esperado. E, no rio Madeira, as condições eram relativamente mais favoráveis, embora a recuperação dos níveis também dependa da evolução das chuvas nos próximos meses.

O mês de setembro deste ano em Manaus registrou o menor volume de chuvas para o mês nos últimos quatro anos . O volume foi cerca de 66% do registrado em setembro de 2025, quando choveu 95 milímetros. O cenário é associado à influência do fenômeno Super El Niño na região.


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