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Amazonas

Polícia Federal investiga denúncia de uso de servidores e veículos da segurança Pública em campanha eleitoral de candidato a deputado no Amazonas

Ex-secretário negou irregularidades na campanha eleitoral. e afirmou que se afastou da pasta em março para disputar o cargo de deputado federal.

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), nesta quinta-feira (01/10), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em uma investigação de uma denúncia de uso de servidores e veículos da pasta em benefício de campanha eleitoral.

A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão, sendo um deles na casa do ex-secretário de Segurança Pública do Estado, o coronel da Polícia Militar Vínicius Almeida, que é candidato a deputado estadual pelo Podemos.

Foram apreendidos   R$ 100 mil em espécie na casa do ex-secretário. Os agentes também encontraram uma lista com anotações de nomes de pessoas e valores.

Na sede da SSP-AM, os servidores foram sendo dispensados e deixaram o prédio. E os atendimentos ao público foram suspensos temporariamente, incluindo serviços como emissão de carteira de identidade.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informou que o pedido de busca e apreensão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do próprio MPAM.

O órgão afirmou ainda que sua atuação se limitou à organização e ao apoio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal sob a condução do Ministério Público Eleitoral.

Vinícius  negou irregularidades na campanha eleitoral. Em vídeo nas redes sociais, o coronel confirmou que os agentes estiveram na sede da SSP-AM e na casa dele. Disse que a operação é da Justiça Eleitoral, e não da Justiça Criminal, e afirmou que se afastou da pasta em março para disputar o cargo.

Ele disse ter 32 anos de serviço público e nunca ter sido acusado de crime. “Não seria agora nas eleições que eu sujaria as minhas mãos de lama”, afirmou.

O coronel elogiou a atuação “cortês” da PF e disse acreditar na Justiça Eleitoral, onde, segundo ele, será provado que não há nada errado. Ele classificou o caso como “eleitoral e político” e disse que a ação o motiva. “Se estão batendo, é porque a gente está crescendo”, declarou.

 


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