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Amazonas

No Amazonas, jurados inocentam homem que ficou dois anos presos acusado de homicídio

A Defensoria Pública informou que conseguiu evidenciar as contradições do adolescente, provando que ele estava mentindo.

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Foto: Prefeitura de Atalaia do Norte/divulgação

Um tribunal do júri em Atalaia do Norte, no Amazonas, absolveu um réu hoje com 26 anos, que fico dois anos preso (dos 18 aos 20 anos) acusado de homicídio, após a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) apontar as contradições no depoimento de um adolescente acusador.

Após dois anos preso, o homem foi solto, mas ainda respondia pelo crime e corria o risco de ser preso novamente, mas na semana passada, o júri o absolveu, confirmando sua inocência.

O defensor público André Beltrão, que atuou no caso, explicou que o acusado ficou dois anos preso de forma preventiva na delegacia do município, apenas com base no testemunho do adolescente. A vítima do homicídio era uma pessoa vulnerável, envolvida com drogas, o que tornou o caso ainda mais complexo.

No julgamento, o adolescente novamente apontou o réu como culpado, mas a defesa conseguiu evidenciar as contradições do adolescente, provando que ele estava mentindo.

André Beltrão destacou que o jovem nos últimos anos se comportou de maneira exemplar, estudando, trabalhando e cuidando do filho. Para a DPE-AM, foi um caso que me marcou muito, pois ficou claro que o assistido era inocente, enquanto o adolescente tentava incriminá-lo para escapar de responsabilidades

Para Beltrão, a absolvição do homem, após seis anos, é um exemplo emblemático das falhas estruturais do sistema acusatório, que frequentemente penaliza adultos com base em acusações frágeis, especialmente quando um adolescente está envolvido. “Este caso mostra a importância da DPE-AM em garantir justiça e defender os direitos dos cidadãos, especialmente em áreas isoladas como Atalaia do Norte”, concluiu o defensor.