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Amazonas

Presidente da CPI da Saúde considera grave informações em depoimento de ex-gerente da Susam

A ex-gerente disse à CPI da Saúde, que o processo indenizatório que resultou no pagamento de R$ 8,6 mil por um exame que custaria, em média, R$ 1,3 mil, em 2017, foi feito com a cotação de preços de um procedimento posterior.

Grave e pior do que os deputados da comissão estavam imaginando. Foi assim que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) que investiga gastos na Saúde, o deputado Delegado Péricles (PSL), avaliou o depoimento da ex-gerente de compras da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) Narelda da Silva Barros, nesta segunda-feira.

A ex-gerente disse, em depoimento à CPI da Saúde, que o processo indenizatório que resultou no pagamento de R$ 8,6 mil por um exame que custaria, em média, R$ 1,3 mil, em 2017, para a empresa Norte Serviços Médicos foi feito com a cotação de preços de um outro procedimento feito depois.

Nereida disse que a cotação para o pagamento da Norte Serviços Médicos foi feito com base em um processo que ainda seria licitado. A ex-gerente também disse que o processo de pagamento à empresa não passou pela gerência de compras pois, segundo ela, o serviço já havia sido executado. O Estado pagou R$ 868 mil por exames de colposcopia e conização em 91 pacientes nos municípios de Envira, Ipixuna e Guajará, realizados em quatro dias.

“Isso é mais grave do que nós pensávamos porque foi montado um processo com propostas e outros documentos de algo que ainda ia acontecer”, disse o presidente da CPI. Para Péricles, tudo leva a crer que as propostas foram “montadas” para beneficiar a empresa.

Os deputados indagaram à depoente sobre qual o motivo de o valor dos exames na cotação feita depois, por ela, ser o mesmo pago à empresa Norte Serviços no processo indenizatório, que é considerado superfaturado pela CPI.

A CPI da Saúde informou que a Norte Serviços recebeu do executivo estadual entre 2017 e 2020, R$ 24.946.211,00 em processos indenizatórios, sendo R$ 9.606.912,62 em 2017; R$ 7.804.407,71 em 2018, R$ 6.257.878,47 em 2019; e R$ 1.277.012,90 em 2020.

Ouvido também na CPI da Saúde da ALE, na tarde desta segunda-feira, dia 3, o médico Edivaldo da Silva, que era secretário executivo do interior da Susam, em 2017, à época dos exames efetivados pela Norte Serviços Médicos, disse que assinou atestando a regularidade dos procedimentos da a pedido do secretário de Saude da época, Vander Alves, no governo interino de David Almeida.

O médico Edivaldo da Silva esteve à frente da SEA-Interior entre fevereiro e outubro de 2017 como secretário executivo.

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