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Amazonas

Movimento ‘Mães por Justiça’ faz ato no CRM-AM e cobra apuração de casos de negligência médica

Durante o ato, mães e familiares cobraram mais rigor nas investigações

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Foto: reprodução/ redes sociais

O coletivo Mães por Justiça realizou, na manhã desta segunda-feira, 18/5, uma manifestação pacífica em Manaus reunindo mães que cobram mais rigor nas investigações de denúncias de possíveis falhas médicas e maior responsabilização de profissionais e unidades de saúde. O ato ocorreu em frente ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas, no bairro Flores, zona Centro-Sul da capital.

A mobilização tem como principal pauta a cobrança por celeridade e desdobramentos em casos antigos, que, segundo o grupo, ainda não passaram por sindicância ou seguem sem conclusão.

Uma das integrantes do movimento, Markely Rodrigues, que perdeu o filho Marcos Anthony em 2024, afirmou que a dor da perda não diminui com o tempo e que segue em busca de justiça.

“Meu filho não foi apenas mais uma criança. Foi uma vida interrompida pela negligência, um sonho arrancado cedo demais. Enquanto eu tiver forças, vou lutar por justiça, memória e para que nenhuma outra mãe ou pai precise sentir essa dor”, declarou.

As manifestantes também pedem esclarecimentos sobre o número de arquivamentos registrados mesmo diante de relatos e indícios apresentados por familiares das vítimas.

Durante o ato, mães e familiares citaram casos de mortes investigadas, entre eles o de Pedro Henrique e o de Benício Xavier, que morreu após dose de adrenalina em novembro de 2025, em um hospital particular da capital.

Transparência

Entre as reivindicações, o coletivo também cobra maior fiscalização do exercício da medicina, especialmente em atendimentos pediátricos realizados por profissionais sem especialização adequada.

As mães afirmam que a situação reforça a necessidade de mais transparência nos processos de apuração e de respeito às famílias das vítimas.

Segundo a organização, a manifestação é pacífica e tem como objetivo dar visibilidade à luta por justiça e responsabilização, além de defender mudanças estruturais nos processos de investigação de possíveis casos de negligência médica. As participantes compareceram ao local com camisetas pretas, cartazes e fotos dos filhos.

 

Com informações do portal Rios de Notícias


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