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Amazonas

Marcha em Manaus reúne indígenas em mobilização por defesa de direitos e contra destruição da floresta

A marcha sai da chácara Abraço Verde, no bairro Parque das Laranjeiras, e vai até o Sambódromo, às 17h, na Zona Centro-Oeste da cidade.

Após dois dias de debates e identificação de lutas comuns a 64 etnias dos povos originários do Amazonas, mais de 400 lideranças, representantes das comunidades indígenas do Estado, marcham pelas ruas de Manaus, nesta terça-feira, a partir das 15h, em defesa de seus direitos e contra as ameaças que sofrem em consequências de políticas públicas.

A marcha sai da chácara Abraço Verde, no bairro Parque das Laranjeiras, e vai até o Sambódromo, às 17h, na Zona Centro-Oeste da cidade. Exploração de gás, minério, ameaças de morte, contaminação e assoreamento dos rios, além da falta de atendimento nos segmentos de Saúde e Educação foram as principais necessidades apontadas pelos caciques de aldeias dos municípios das regiões do Alto Solimões e Alto Rio Negro.

Entre as violações dos direitos indígenas, os participantes listaram a paralisação das demarcações de territórios, descumprindo o que está previsto na Constituição Federal; o aparelhamento da Funai, tornando o órgão um instrumento contrário às necessidades indígenas; imposição de legislação que determina a exploração do território e fim dos recursos para a educação escolar indígena pelo Ministério da Educação, deixando a responsabilidade a cargo apenas dos municípios.

“Vi e vivi os tempos da ditadura, lutei contra ela, vi nascer o movimento indígena e, por isso, afirmo: estamos vivendo os piores anos das nossas vidas como indígenas com relação a nossos direitos e nossas terras. Estes são os piores dos últimos 50 anos porque vivemos os piores governos da nossa historia. Essa é a importância de estarmos aqui”, afirmou Gersem Baniwa, professor dr. em Antropologia Social.

O evento é uma realização das seguintes organizações: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime); Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam), Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amarn), Makira-Êta Rede de Mulheres Indigenas do Estado do Amazonas (Makira-Êta), Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé (Amism), Associação Kokama Indígena de Manaus (Akim), Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam) e Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (Foreeia).

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