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Amazonas

Manaus teve maior índice de escolares do 9º ano que tiveram relações sexuais, diz pesquisa de Saúde do Escolar do IBGE

Estudo experimental da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) traz indicadores comparáveis dos escolares do 9º ano do Ensino Fundamental.

Em 2019, Manaus apresentou o maior percentual de escolares do 9o ano que já tiveram relação sexual (45,1%), o que representou um aumento de 10,8 pontos percentuais em relação a 2009. É o que aponta pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quarta-feira (13/07), no estudo experimental da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), com indicadores comparáveis dos escolares do 9º ano do Ensino Fundamental.


A PeNSE traz informações sobre alimentação, atividade física, cigarro, álcool, outras drogas, situações em casa e na escola, saúde mental, saúde sexual e reprodutiva, higiene e saúde bucal, segurança, uso dos serviços de saúde, características gerais dos escolares, características do ambiente escolar, entre outros. A pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e o apoio do Ministério da Educação.

Embora o público-alvo de início da pesquisa tenha sido os escolares do 9o ano, é neste grupo que se concentra 90,0% dos escolares com idade de 13 a 15 anos, período em que tem se dado a iniciação sexual para grande parte de meninos e meninas. Em 2009, 27,9% dos escolares do 9o ano nos Municípios das Capitais já tinham tido relações sexuais; enquanto, em 2019, este percentual foi de 28,5%.

Ao longo de toda a série nacional os meninos têm apresentado uma maior taxa de iniciação sexual comparativamente às meninas; contudo, vale ressaltar que a taxa de iniciação sexual das meninas entre 2009 e 2019 aumentou de 16,9% para 22,6%, o que representou uma variação de 33,7% no período (Gráfico 104). O ligeiro aumento na iniciação sexual para o total de escolares do 9o ano não é o padrão em todas as capitais. Curitiba apresentou o menor percentual de escolares do 9o ano que já tiveram relações sexuais (16,0%) o que representou uma redução de 10,9 pontos percentuais no período.

Álcool e drogas

Na distribuição geográfica do consumo recente do álcool, para comparar a razão de chances de escolares do 9o ano do Ensino Fundamental de tomar pelo menos um copo ou uma dose de bebida alcoólica nos 30 dias anteriores à pesquisa, Manaus ficou em último lugar, com 0,64. As capitais da Região Sul, seguidas pelas das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, apresentam as maiores razões de chances. Já as Capitais da Região Norte, apresentam os menores valores de razões de chances. A maior razão de chances observada foi em Porto Alegre.

Manaus ficou em penúltimo lugar na distribuição geográfica do consumo abusivo do álcool. As maiores chances apareceram em Campo Grande (1,32), Teresina (1,31) e São Luís (1,25). As menores chances foram observadas em Manaus (0,55) e Curitiba (0,71).

A capital do Amazonas ficou em antepenúltimo lugar na distribuição geográfica da razão de chances do consumo recente de drogas ilícitas entre as capitais do País. Os maiores valores foram em Florianópolis (1,71), Campo Grande (1,65) e Boa Vista (1,36). E os menores em Manaus (0,59), Belém (0,66) e Teresina (0,70).

Sob a perspectiva do cálculo da razão de chances, quando comparada a São Paulo, verificou-se que as chances de que os pais soubessem o que os seus filhos faziam em seu tempo livres foram maiores em Florianópolis e reduzidas para Boa Vista, Maceió e Manaus, capitais das Regiões Norte e Nordeste, onde historicamente são territórios de alta vulnerabilidade social, com menor renda per capita, mulheres chefes de famílias responsáveis pela renda familiar e com pouco tempo ou disponibilidade para um maior controle parental.

Veja aqui a íntegra da pesquisa.

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