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Amazonas

Homem suspeito de assassinar líder indígena do Amazonas é preso no Pará

Ainda de acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o suspeito também está envolvido no homicídio Alexandre Soriana da Silva, em abril de 2025.

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Suspeito estava foragido no Pará — Foto: Divulgação

Um homem de 44 anos foragido da Justiça no Amazonas, foi preso nesta segunda-feira (26) em Afuá, na Ilha do Marajó, no Pará. Segundo a Polícia Civil, Alison Muniz Rodrigues é investigado por dois homicídios ocorridos em Manaus, entre eles o do cacique indígena Jair Cordovil Trindade, em 2023.

De acordo investigações, o suspeito também está envolvido no homicídio de Alexandre Soriana da Silva, em abril de 2025. Os dois crimes ocorreram na Zona Oeste de Manaus.

“O alvo vinha sendo monitorado pelos investigadores da DEHS que, após a confirmação da localização em outro estado, contaram com o apoio da Polícia Civil do Pará para o cumprimento dos mandados de prisão”, informou a delegada Marília Campello, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

O homem responderá por homicídio qualificado e seguirá à disposição da Justiça.

A Polícia Civil investiga se o assassinato do cacique Jair Cordovil Trindade, conhecido como “Jair Miranha”, foi motivado por disputa de terras indígenas. O delegado Ricardo Cunha, responsável pelo caso em 2023, informou que uma das linhas de investigação indicava que o crime havia sido cometido por disputa de terras indígenas.

“Como o caso envolveu um líder indígena, trabalhamos com a possibilidade de a motivação girar em torno da disputa de terras indígenas. Jair tem suspeita de uma passagem criminosa, que estamos investigando. Então, todas essas linhas investigativas estão em andamento”, disse o delegado.

Segundo o delegado, o suspeito chegou à casa do indígena, em uma motocicleta, acompanhado de um comparsa. Eles se passaram por vendedores ambulantes.

“Quando o Jair saiu de casa para atender essas pessoas, ele foi alvejado com diversos disparos de arma de fogo. Passou diversos dias hospitalizado, mas não resistiu”, explicou o delegado.


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