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Amazonas

Governo Wilson Lima fecha Hospital Lins em plena pandemia, informa sindicato

Unidade referência no tratamento de Covid-19 iniciou o atendimento em janeiro durante o pico da segunda onda de Covid-19

O Hospital Nilton Lins, utilizado pelo Governo do Amazonas para tratamento de Covid-19 desde o dia 26 de janeiro deste ano, encerrará as atividades nas próximas horas em plena retomada da segunda onda do novo coronavírus. A informação foi confirmada pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM), Graciete Mouzinho. Um emissário da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) comunicou aos funcionários do hospital na última sexta-feira (16/07) sobre o fechamento da unidade, rompimento dos contratos de trabalho e as transferências dos pacientes.

Ao 18 Horas/Rádio Mix FM, Graciete Mouzinho informou neste sábado (17) que 24 pacientes estavam internados ainda na Nilton Lins, sendo seis na enfermaria e 18 em UTIs. A sindicalista destacou que na sexta-feira estavam hospitalizados na unidade 60 pacientes e que 46 vítimas da Covid-19 foram transferidas pelas equipes da SES-AM para o Hospital Delphina Aziz, zona norte de Manaus.
A presidente do Sindpriv-AM ressaltou ainda que cerca de 300 trabalhadores da saúde que atuavam no Hospital Nilton Lins serão demitidos pelo Governo do Amazonas, sem qualquer opção de remanejamento da mão de obra paras outras unidades de saúde. “São quase 300 funcionários, pais e mães de família que estarão na rua. Este é o tratamento que eles recebem, o presente por estarem na linha de frente arriscando a própria vida, muitos deles atuando com sequelas da Covid-19”, declarou Graciete.

Um movimento iniciado nas redes sociais informa que ainda neste sábado (17), a partir das 14h, funcionários que atuam na Nilton Lins realizarão um ato paredista em protesto pelo fechamento mais uma vez da unidade referência no tratamento de Covid-19. Já na segunda (19), a partir das 7h, trabalhadores em saúde também vão realizar manifestação na SES, bairro Aleixo, zona centro-sul.

O 18 Horas/Rádio Mix FM aguarda posicionamento sobre o caso da SES-AM.

Retomada de casos

Na última quarta-feira (14), o epidemiologista da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana divulgou novo alerta epidemiológico destacando a retomada da segunda onda da COVID-19 em Manaus. Para o cientista, a pandemia do novo coronavírus já alcança risco semelhante ao do 1º pico da segunda onda (final de setembro de 2020 e início de outubro de 2020).
“É inaceitável vermos o recrudescimento da segunda onda, em franco processo de vacinação. Ademais, muitos acreditam que a vacina sozinha faz milagre e que já podem começar a ‘voltar ao normal’. Novamente, estou dando conhecimento aos órgãos de controle (Ministério Público e Defensoria Pública), bem como aos membros da CPI da Covid, por exemplo”, disse o cientista.

O epidemiologista da Fiocruz Amazônia destacou que o elevado risco de morte no recrudescimento da pandemia, em que as UTIs, em Manaus, registraram um aumento de ocupação de 15,5 %, na ocupação semanal média de leitos de UTI devido a Covid-19, em Manaus, no período entre os dias 21 de junho e 09 de julho. “O dado mais oneroso à saúde pública diz respeito ao substancial aumento de 15,5% saltando de 173,2 para 200 em um intervalo de tempo de 15 dias (Figura 3). Este é um dado triplamente trágico, porque a taxa de letalidade de pacientes intubados em UTI de Manaus é uma das maiores do país; porque os 61 municípios do interior dependem dos leitos de Manaus; e porque essas hospitalizações além de majoritariamente evitáveis, contribuem ainda mais para gastos desnecessários, em um contexto de grave subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou Jesem.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informou na última sexta o diagnóstico de 584 novos casos de Covid-19, totalizando 410.367 casos da doença no estado. Segundo o boletim, foram confirmados 8 óbitos por Covid-19, todos ocorridos no dia 15/07, elevando para 13.421 o total de mortes.

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