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Amazonas

Ex-secretária de Saúde do AM, Simone Papaiz é alvo de operação em São Paulo nesta sexta-feira

Simone Papaiz teria sido a principal responsável pela assinatura do contrato que é alvo do inquérito do Ministério Público de São Paulo.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram na manhã desta sexta, 17, uma operação para apurar supostas irregularidades em contrato de R$ 483 mil fechado entre a Prefeitura de Bertioga e a empresa Portela Mercantil e Prestação de Serviços para locação de equipamentos hospitalares para implantação de 10 leitos de UTI adulto na cidade. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Cerca de 12 promotores e 60 policiais civis dão cumprimento a 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bertioga, Santo André, Mogi das Cruzes, Suzano e São Paulo.

Segundo a Promotoria, o contrato investigado foi assinado pela ex-secretária de Saúde do município, Simone Papaiz, que deixou o cargo para assumir a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas. Ela foi presa temporariamente no último dia 30 na Operação Sangria, ofensiva da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apura supostas fraudes e desvios na compra de respiradores.

O Ministério Público de São Paulo informou que as apurações identificaram vínculos entre as empresas envolvidas no processo administrativo e na execução do contrato investigado – ‘confusão societária, vínculos empregatícios e propriedade dos equipamentos hospitalares fornecidos’.

Segundo os promotores, as relações indicam ‘eventual conluio’ entre as companhias, ‘com a finalidade de fraudar a contratação pelo órgão público’.

O MP-SP também apontou suspeita de que as empresas investigadas obtêm, no mercado clandestino, equipamentos médicos velhos e descontinuados, ‘alguns até fora de uso’.

“Eles recebem adaptações totalmente à revelia dos respectivos fabricantes, de modo que parte destes equipamentos acaba se mostrando inservível. Outros equipamentos, embora aparentemente funcionais, podem estar funcionando de maneira inadequada, colocando em risco, inclusive, a vida das pessoas que venham a fazer uso deles”, registrou a Promotoria em nota.

Operação Sangria

Em e junho, Simone Papaiz foi presa na Operação Sangria, realizada em Manaus pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com outros sete investigados por fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, corrupção, fraude a licitação e desvio de recursos públicos federais. O governador do Amazonas, Wilson Lima, foi alvo de busca e bloqueio de bens e acusado pelo Ministério Público Federal de liderar o esquema.

Ao determinar a prisão temporária de Papaiz, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão afirmou que ela não auxiliou os órgãos de controle na apuração de irregularidades na compra de 28 respiradores por R$ 2,9 milhões e dificultou a fiscalização do TCE (Tribunal de Contas do Amazonas).

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