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Amazonas

Em meio à pandemia, gestão de Wilson Lima não aumenta dinheiro para a saúde

Governo do Amazonas pagou, até esta sexta-feira, em pouco mais de 70 dias, R$ 732,11 milhões de exercício anterior, valor maior do que tudo que foi pago no mesmo período do ano passado: R$ 713,03 milhões.

Em meio à pandemia de coronavírus, que atinge em cheio o Estado, a gestão do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), aumentou em apenas 7,69% – ou R$ 3,38%, descontada a inflação oficial de 2019, de 4,31% – os gastos com a Saúde, de acordo com o Portal da Transparência do Estado. Este ano, até esta sexta-feira, 27 de março, o governo estadual pagou R$ 489,68 milhões na Saúde. No ano passado, até março, foram R$ 452,02 milhões.

Além de não aumentar os valores gastos na saúde, a gestão de Wilson Lima entrou numa corrida para garantir, em tempo recorde, pagamentos que estavam pendentes de fornecedores do Estado. Também até esta sexta-feira, às 10h, em pouco mais de 70 dias, pagou R$ 732,11 milhões, valor maior do que tudo que foi pago no mesmo período do ano passado, também, de exercício anterior: R$ 713,03 milhões.

Gastos do Estado do Amazonas por Função em 2020 (Reprodução/Portal da Transparência)

Gastos do Estado do Amazonas por Função em 2019, entre janeiro e março (Reprodução/Portal da Transparência)

Desse total, apenas cerca de R$ 155 milhões, ou 21,7%, foram pagamentos de atrasados da área de Saúde, segundo o Portal. Os dados também foram compilados do Portal da Transparência do Estado. O valor inclui os pagamentos de exercício anterior de 33 órgãos ligados à Saúde, incluindo a Secretaria de Saúde (Susam) e a Central de Medicamentos (Cema). Os outros R$ 577 milhões foram para outras áreas do governo.

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) considera que os dados revelam que a gestão de Wilson Lima não se preocupou em dar prioridade à saúde e economia do Amazonas. Segundo ele, “os profissionais da saúde vem denunciando que estão com cinco meses de salários atrasados, o sistema está sem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e em meio à pandemia do Covid-19. Não há Equipamento de Proteção Individual (EPI) nos hospitais”, afirmou.

“Em 70 dias, de uma dívida de R$ 1 bilhão, que poderia ser planejada ao longo do ano, já torraram mais de 60% do dinheiro do contribuinte. Os números são estarrecedores”, disse o deputado. Ele ressaltou que “o Governo não pode torrar o dinheiro do povo sem programar o restante do exercício de 2020”.

Os dados do Portal da Transparência indicam, também, que a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) recebeu o maior montante de pagamento de despesas deste ano, R$ 258,33 milhões. Este ano, na função Educação, o governo já pagou R$ 306,44 milhões.

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