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Amazonas

Em ano eleitoral, Wilson Lima autoriza mais gastos com ações assistenciais que nos 2 anos mais difíceis da pandemia

Mesmo com aumento de gastos na área social, no ano passado, (2021), o Amazonas registrou o maior percentual de pobreza de sua população dos últimos 10 anos.

O valor autorizado no orçamento do Estado do Amazonas para ações de assistência social este ano, quando o governador Wilson Lima (UB) é candidato a permanecer na cadeira, é R$ 48,2 milhões maior do que a soma dos três primeiros anos do governo e R$ 133,9 milhões maior do que nos dois primeiros e mais difíceis anos da pandemia de Covid-19.

Os números estão no Portal da Transparência do Estado e mostram que o governo autorizou R$ 85,6 milhões para a chamada função ‘Assistência Social’ no primeiro ano do governo, R$ 121,1 milhões em 2020, R$ 367,8 milhões em 2021 e R$ 623 milhões em 2022.

Até esta segunda-feira (18/07), o governo já havia empenhado (reservado com o compromisso de pagamento), em 2022, R$ 421,5 milhões na função ‘Assistência Social’, contra R$ 431,5 milhões em todo o ano passado. Neste ano eleitoral, o governo já pagou nesta função orçamentária, R$ 355,8 milhões, contra R$ 358,2 milhões em 2021, R$ 91,6 milhões em 2020 e R$ 69,3 milhões em 2019.

A maior parte dos recursos na função orçamentária é da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), que neste ano eleitoral tem um orçamento autorizado de R$ 556,4 milhões, já empenhou R$ 362 milhões e já pagou R$ 303,6 milhões, também de acordo com os números no Portal de Transparência do Estado.

A Seas tem como missão institucional a gestão da política de Assistência Social no Estado e apoio técnico e financeiro aos municípios, no Sistema Único de Assistência Social. E deve buscar ampliar a proteção social de forma a melhorar os indicadores sociais do Estado do Amazonas.

Mais pobreza

No ano passado, (2021), o Amazonas registrou o maior percentual de pobreza de sua população dos últimos 10 anos. Com mais da metade de sua população (51%) considerada pobre, o Estado passou a ocupar o segundo lugar no Mapa da Nova Pobreza, divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas – FGV Social. São cerca de 2,1 milhões de pessoas nesta situação.

O Mapa mostra que a proporção da população pobre no Estado aumentou 2,25%, desde 2019. A FGV Social considera pobres as pessoas com renda domiciliar per capita (por pessoa) até R$ 497 mensais. O levantamento avalia o nível e a evolução da pobreza durante os anos de pandemia de Covid no Brasil, com base nos dados da Pnad Contínua anual (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O índice no Amazonas ficou bem acima da média nacional, de 30%. Em primeiro lugar aparece o Maranhão, com 57,9% de pobres. Em primeiro, Santa Catarina, 10,16%. A pobreza nunca esteve tão alta no Amazonas quanto no ano passado, desde o começo da série histórica da pesquisa, em 2012.

IBGE: Amazonas aparece com o segundo maior índice de extrema pobreza em 2020

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