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Amazonas

Dono de agência contratada pelo governo diz que pagou R$ 16 mil por palestra de consultora ‘informal’ de Wilson Lima

Segundo Nílio Portela, da Mene e Portela Publicidade, Carla Pollake esteve na empresa dele nos dias 29, 30 e 31 para dar palestra sobre hábitos da população em capitais brasileiras.

A consultora “informal” do governador do Amazonas Wilson Lima, Carla Pollake, recebeu, em janeiro, R$ 16 mil da Mene e Portela Publicidade, a maior agência de propaganda do governo do Estado, para uma apresentação de três dias, de uma pesquisa aos donos da agência. A informação foi dada, nesta quarta-feira, pelo empresário Nílio Portela um dos donos da empresa, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado que investiga gastos na saúde (CPI da Saúde).

Em depoimento à CPI da Saúde, Pollake disse que nunca recebeu pagamentos do governo do Estado e que dá consultoria de graça ao governador e a projetos do governo do Amazonas. A jornalista prestou depoimento como testemunha, após ser citada pelo ex-secretário executivo de Saúde, João Paulo Marques, com pessoa responsável pela convocação de equipe para a apresentação da atual secretária de Saúde, Simone Papaiz e, ainda, pelo ex-secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, como pessoa que apresentou o projeto Anjos da Saúde, orçado em milhões implantado pelo governo do estado.

Pollake afirmou que sua participação no governo é a pedido do governador Wilson Lima, que, inclusive, disse, lhe autorizou a usar um cartão com o logotipo do governo do Estado, para se apresentar como consultora. Disse que conhece Wilson Lima desde 2013, quando fez uma consultoria para melhorar a imagem dele no programa ‘Alô Amazonas’, quando trabalhava para a TV Record.

Segundo Nílio Portela, Pollake esteve na empresa dele nos dias 29, 30 e 31 para dar palestra sobre hábitos da população em capitais brasileiras. O empresário foi informado pela CPIO – inclusive com fotografias – que nos mesmos dias a jornalista deu palestras para assessores de imprensa das secretarias do Estado, na sede do governo.

O deputado Serafim Corrêa (PSB) chegou a dizer que não daria para Pollake estar nos dois lugares ao mesmo tempo. E perguntou se o pagamento de R$ 16 mil não seria pela palestra aos assessores do governo. Segundo o deputado, ficou a dúvida e o depoimento de Nílio Portela gerou uma situação não resolvida que será apurada pela CPI. Serafim informou que a empresa de Pollake recolheu o imposto do serviço à Prefeitura de São Paulo.

Perguntado pelo presidente da CPI, deputado Delegado Péricles, sobre se tinha alguma prova de que Pollake foi à sua empresa, Nílio respondeu que não.

No depoimento que deu à CPI da Saúde, Pollake disse que nunca recebeu pagamentos de agências de publicidade que prestam serviços ao governo do Amazonas. Ele disse s que prestou serviços voluntários, pela amizade com o governador.

Nilio Portela disse que conheceu Pollake em uma reunião na sede da empresa dele, com a ex-secretária de Comunicação do Estado, Daniela Assayag. Disse que a jornalista não é sua amiga e que conversou com ela “não mais que 5 vezes”, mas que já conhecia a reputação dos trabalhos da palestrante, por isso a contratou para falar a ele e a seu sócio sobre os estudos de hábitos da população das capitais.

O empresário disse que Polake foi apresentada por Daniela como consultora e amiga de Wilson Lima que iria fazer uma apresentação para secretários de Estado. E que por isso precisava imprimir sua apresentação, para entregar aos secretários.

Perguntado sobre se não achou caro pagar R$ 16 mil pela palestra, Nílio Portela disse que não, pois o estudo de Pollake tem reconhecimento nacional e era importante para ele, o sócio e a empresa.

Veja o depoimento de Nílio Portela à CPI da Saúde:

 

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