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Amazonas

Governistas protestam contra a formação da CPI da Pandemia no AM; vice-presidente da ALE recorre, de novo, à Justiça

Belarmino Lins diz que a representante do PPP na CPI seria, ou será, a deputada Mayara Pinheiro, exatamente a presidente da Comissão de Saúde da ALE.

A vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), Alessandra Campelo (MDB) voltou a procurar a Justiça contra a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia/Saúde, instalada neste semana e que já aprovou a convocação de ex-secretários do governador Wilson Lima (PSC) para explicarem a compra de ventiladores pulmonares denunciada por superfaturamento pelo Ministério Público de Contas (MPC).

Ela pediu ao desembargador João Mauro Bessa, relator do primeiro pedido que suspendeu a primeira formação da CPI, que que suspenda liminarmente a nova designação dos membros, “até a realização de uma reunião do Colégio de Líderes, para que a votação das indicações dos líderes partidários para a formação correta e proporcional e não de forma equivocada, desrespeitosa da representatividade partidária e unilateral como feita” pelo presidente da ALE, Josué Neto (PTB).

O deputado Belarmino Lins (PP), informou que seu partido “não abrirá mão do direito de participar e, por isso pediu a revisão dos cálculos que determinaram a composição da CPI. Em discurso na quarta-feira (27), Belarmino disse que o Josué Neto adotou “uma versão equivocada” das regras regimentais para a formação da CPI. “Quando você decide a presidência (da CPI) para um bloco partidário, a relatoria tem que ir para o outro bloco, mas quando as duas coisas vão para um mesmo lado, aí ninguém vai a lugar nenhum”, disse.

“Ora, a nossa representante na CPI seria, ou será, a deputada Mayara Pinheiro, exatamente a presidente da Comissão de Saúde da ALE, e no entanto, de forma ilegal, ela foi excluída da Comissão”, afirmou.

Belarmino e Felipe Souza (Patriota) apresentaram requerimento solicitando a revisão dos critérios que levaram à constituição da CPI. “Se nada der resultado, confessamos que, bastante irresignados, os progressistas serão compelidos a ingressar na Justiça buscando a reparação de um ato que não consideram justo”, avisou.

Josué Neto disse acatar o requerimento de Belarmino e marcou uma nova reunião com as lideranças partidárias para tratar da constituição da CPI. “Conte com minha compreensão e aceite meus respeitos e minha amizade, deputado Belarmino Lins”, disse Josué.

Membro da CPI, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) criticou o Mandado de Segurança impetrado pela base governista para “ impedir o início das investigações”. “É engraçado como a base governista não deixa a CPI trabalhar, os mesmos deputados que questionam os trabalhos são aqueles que sequer assinaram. Deixa a gente trabalhar, não estamos aqui para caça às bruxas não, vamos trabalhar de forma correta e direita, doa a quem doer. Tudo isso é medo ou é o quê?”, disse.
 
O deputado afirmou que a base governista só será a favor dos trabalhos da CPI quando a maioria dos membros forem aliados do governo. “Os que não assinaram dizem que são a favor da CPI, entretanto, só querem a maioria dos aliados do governo entre os membros. Assim, conseguiram defender a atual gestão e focar apenas no passado. Ai vira uma bagunça”, alertou Barreto.

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