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Amazonas

Deputado denuncia que Wilson Lima nega aumento real a efetivos, mas governo paga supersalários a comissionados

O parlamanetar relatou que o caso que mais chama a atenção é de uma servidora que tinha salário de R$ R$ 6.973,03, mas no mês seguinte passou a receber R$ 81.733,06.

O deputado Dermilson Chagas (Republicanos) denunciou, nesta terça-feira (07/06), que funcionários comissionados da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), a antiga Secretaria de Política Fundiária (SPF), passaram, de abril para maio, a receber supersalários. ele disse que, na relação de pagamentos dos funcionários, no Portal da Transparência do Governo do Amazonas, há diversos casos em que os salários dobraram de valor de um mês para o outro.

Na denúncia, o deputado relatou que muitos funcionários passaram a ter ganhos acima de R$ 10 mil e que o caso que mais chama a atenção é de uma servidora que tinha salário de R$ R$ 6.973,03, mas no mês seguinte passou a receber R$ 81.733,06, líquido e sem desconto. Em outros exemplos, comissionados que recebiam salário de pouco mais de R$ 5 mil passaram a receber mais de R$ 20 mil.

Dermilson chamou a atenção para o fato de o governador do Estado, Wilson Lima (UB) não ter concedido a reposição da inflação para os servidores estaduais e que várias categorias, como os professores, policiais militares e civis, profissionais da saúde, servidores do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Secretaria de Produção Rural (Sepror), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) e Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), entre outros, ficaram sem receber promoções e data-base.

O deputado disse que há diversas irregularidades na folha de pagamento da Sect, dentre eles o fato de haver muitos funcionários que recebem o valor integral sem nenhum desconto, conforme consta no Portal da Transparência. Além disso, a relação de servidores do órgão é composta quase que inteiramente de comissionados. Dos 161 nomes da relação, 103 são comissionados, 57 são estatutários e apenas 1 é em regime de CLT.

“Isso é um verdadeiro absurdo. Qual a justificativa para isso acontecer em um período que antecede as eleições? Por essa razão, eu gostaria que o secretário da pasta (Ricardo Francisco) viesse aqui, na Assembleia, justificar esses supersalários, porque isso é, no mínimo, muito suspeito. Seja lá qual for a justificativa, isso é um desrespeito com os servidores efetivos, que estão há anos sem aumento real, enquanto outros que vieram só para passar uma chuva estão recebendo mais de 80 mil reais”, desabafou o deputado Dermilson Chagas.

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