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Amazonas

Deputado cobra da Assembleia do AM convocações de secretários de Segurança e Saúde

O parlamentar disse que já encaminhou à Mesa Diretora da Assembleia os pedidos para que o general Mansur e o médico Anoar Samad compareçam na Casa.

Dermilson Chagas criticou a gestão do governador Wilson Lima

O deputado estadual Dermilson Chagas (Republicanos) cobrou do presidente da Casa, o deputado Roberto Cidade (União Brasil), a votação dos seus requerimentos de convocação dos secretários de Segurança Pública, general Carlos Alberto Mansur, e de Saúde, Anoar Samad. Segundo Dermilson, as duas áreas da gestão estadual são as que apresentam mais problemas e, portanto, é importante que os secretários dêem explicações aos deputados.

O deputado disse que já se manifestou a esse respeito em diversas ocasiões, sem, no entanto, obter uma resposta positiva da Mesa Diretora da Casa. Ele apontou vários problemas da Segurança Pública, que estão sem respostas do Governo do Amazonas, dentre eles o crescimento do número de homicídios, especialmente nos fins de semana, a falta de investimento em Inteligência, a má distribuição do efetivo nas zonas da capital e no interior, o não pagamento da data-base dos policiais militares e dos bombeiros militares e a alta da ação de facções em todo o estado.

Na Saúde, Dermilson Chagas elencou várias situações que o Governo do Amazonas não consegue solucionar, dentre elas a fila para consultas e exames, a não realização de cirurgias para crianças cardiopatas, a falta de abastecimento de remédios, curativos, algodão e outros produtos básicos nos ambulatórios dos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).

O deputado afirmou que nada justifica a não convocação dos secretários porque o Governo do Amazonas não pode utilizar como desculpa a falta de recursos para investir nessas áreas essenciais, pois o Estado possui um saldo de mais de R$ 13,4 bilhões, referente à arrecadação tributária do período de 2019 a 2021.

O parlamentar explicou que as receitas previstas desse triênio eram de mais de R$ 54,9 bilhões e que a arrecadação superou essa expectativa, gerando mais de R$ 68,4 bilhões para os cofres do Estado.

“Na Saúde, o atendimento é um dos problemas mais graves porque existem hospitais com condições precárias e tudo isso afeta o atendimento de consultas, exames e cirurgias, entre outros serviços que deveriam ser bem realizados pelas unidades de saúde. Na Segurança Pública, eles precisam explicar sobre a quantidade de mortes que vem acontecendo nos fins de semana, porque são verdadeiros derramamentos de sangue, e nós percebemos uma inércia do Estado, que está se recolhendo, se retraindo, devido ao crescimento da criminalidade. O que está sendo feito com todo esse dinheiro?”, questionou.