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Amazonas

Delegacias do Amazonas atuam sem a presença de delegado, diz presidente do Sinpol

Policiais relataram ao sindicalista que muitos delegados estão afastados das atividades.

Foto: Reprodução/Internet

O presidente, em exercício, do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), Renato Bessa, disse nesta segunda-feira (18/07) que recebeu relatos de investigadores e escrivães informando que as delegacias estão atuando sem a presença de um delegado. De acordo com Bessa, muitos profissionais estão afastados das funções por conta do pleito eleitoral, de férias trabalhistas e de licença.

“Isso acarreta na falta do profissional delegado nas delegacias. E isso sobrecarrega o escrivão e o investigador, porque, afinal de contas, a delegacia tem de funcionar. E um delegado geralmente assume duas delegacias, prestando serviço por telefone. E isso sobrecarrega o serviço dos investigadores e escrivães que não são reconhecidos pelo governo; ainda temos a questão da última parcela do escalonamento que o governo não pagou”, disse Bessa, completando. “Os colegas têm consciência que esse serviço tem de ser prestado, porque a sociedade não tem nada a ver com isso”, completou.

Renato Bessa informou que a situação no interior do Amazonas é ainda pior. “Acredito que somente nos principais municípios tem delegados. Porque o resto das delegacias são gestores de delegacia, que geralmente, são escrivães ou investigadores que assumem a chefia da delegacia. No interior, a situação se complica, justamente por essa falta de profissional”, disse.

O sindicalista relatou que a ausência de delegado prejudica o atendimento emergencial em um distrito policial. “Porque caso se precise com determinada urgência a presença de um delegado e uma equipe de policiais, se não tem delegado, fica difícil, porque vai esperar vir um delegado de uma outra unidade policial, para poder fazer. Esse serviço emergencial é um dos principais afetados. Se não tem o profissional, não se tem como fazer”, explicou.

A ausência dos delegados ocorre no momento em que escrivães e investigadores deflagraram há quase duas semanas a Operação Padrão “Cumpra-se a Lei”, em protesto pela não pagamento da última parcela do escalonamento e a liberação das promoções dos policiais civis. A proposta da operação é fazer somente o serviço que está assegurado em lei, como por exemplo, caso o Governo do Amazonas não oferte estrutura para o investigador e escrivão realizarem as obrigações funcionais, eles não mais resolverão com improviso pessoal de modo a não atrapalhar as atividades do dia a dia.
“Até a Cumpra-se a Lei não está sendo feito ao pé da risca porque praticamente a delegacia vai parar, porque não tem condições de manter o serviço sem os delegados”, disse Bessa.

O sindicalista não soube informar a quantidade de delegados ausentes das delegacias no Amazonas. O 18 Horas/Rádio Mix aguarda posicionamento da Polícia Civil.

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