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Amazonas

Cúpula da Polícia Militar do Amazonas sofre mudanças na esteira da crise da Segurança Pública no Estado

A mudança acontece um pouco mais de uma semana depois que o governador foi obrigado a trocar o então secretário de Segurança Pública, o coronel da PM Loismar Bonates, pelo general Carlos Alberto Mansur.

O governador Wilson Lima (PSC) exonerou o coronel Ronaldo Negreiros da Silva, do cargo de subcomandante da Polícia Militar (PM) e nomeou o também coronel Jerry Andrade de Menezes para o cargo. E também exonerou o chefe de Estado Maior , o coronel João de Deus Dias de Figueiredo, que foi substituído pelo coronel Ronaldo Brito da Silva. O governo do Amazonas não informou os motivos das mudanças na cúpula da Polícia Militar.

A mudança acontece um pouco mais de uma semana depois que o governador foi obrigado a trocar o então secretário de Segurança Pública, o coronel da PM Loismar Bonates, pelo general da reserva do Exército Carlos Alberto Mansur.

O coronel Jerry Menezes, que assume o sub-comando da PM, é irmão do ex-superintendente da Suframa, o coronel reformado do Exército Alfredo Alexandre de Menezes, uma das lideranças bolsonaristas no Amazonas.

As mudanças aconteceram após o jornal Folha de S. Paulo dizer, em julho, em editorial com o título ‘Estado Policial’, que os resultados da gestão de Wilson Lima na área de Segurança Pública são calamitosos e que “a população amazonense não deixa de padecer com a ousadia do crime organizado”. Segundo o jornal, “apesar do cenário desolador, o governador Wilson Lima não dá sinais de que mudará de rumo. O Amazonas está refém, pois, de uma nefasta união de ideologia e corporativismo que resulta em péssima política pública”.

Exoneração

Na mesma semana do editorial, o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (PSDB) disse que, como governador em exercício, protocolou na Casa Civil do Estado do Amazonas a exoneração do então secretário de Segurança Pública, o coronel da Polícia Militar Louismar Bonates, “em nome da moralidade”.

Carlos Almeida disse que a exoneração foi “um ato de extrema necessidade diante do escândalo que a permanência do secretário representava à frente da pasta”. “ Além do colapso na Saúde, que infelizmente resultou na morte de muitos amazonenses, o estado vem sendo vítima de uma infinidade de desvios éticos que, segundo investigações, atingem também a Segurança Pública Portanto, não tendo o governador exercido tal obrigação, coube a mim pedir a exoneração do secretário em nome da moralidade”, disse.

Ataques

No início de junho Manaus, Iranduba, Careiro Castanho e Parintins, no Amazonas, foram alvos de ataques de uma facção criminosa, que incendiou e depredou prédios públicos, em retaliação à morte de um líder do tráfico de drogas, em uma troca de tiros com militares da Rocam (Rondas Ostensivas Cândido Mariano) da Polícia Militar.

Em Manaus, as cenas de terror assustaram moradores de 11 bairros. Os traficantes atearam fogo em uma agência bancária, um prédio comercial, um transformador de energia elétrica, 17 veículos, entre os quais uma viatura da própria PM, uma ambulância do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência), um trator particular e 14 ônibus e micro-ônibus de passageiros.

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