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Amazonas

Contribuinte no Amazonas pagou R$ 22,2 bilhões em tributos no 1º semestre de 2024, aponta Impostômetro

O número é R$ 3,6 bilhões a mais e 19,35% maior do que o valor pago no mesmo período de 2023 (R$ 18,6 bilhões), de acordo com o Impostômetro.

R$ 22,2 bilhões. Este é o montante de impostos – tributos federais, estaduais e municipais – pagos pelo contribuinte no Amazonas, no primeiro semestre de 2024. O número é R$ 3,6 bilhões a mais e 19,35% maior do que o valor pago no mesmo período de 2023 (R$ 18,6 bilhões), de acordo com o Impostômetro, ferramenta criada em 2005 pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para acompanhar a arrecadação tributária no País.

contribuinte-no-amazonas-pagou

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De acordo com o site da Secretaria da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), a arrecadação de tributos estaduais no Estado alcançou R$ 15,5 bilhões no primeiro semestre de 2024, contra R$ 15,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

O Impostômetros usa diferentes bases de dados, incluindo informações da Receita Federal, da Caixa Econômica Federal e dos tribunais de contas. O sistema tributário abrange diversos nomes e siglas que podem deixar muitos brasileiros confusos, como IPTU, IPVA, IRPF, ITBI, ITCMD. Para fazer com que a população tenha conhecimento do montante de impostos e taxas pagos, o impostômetro divulga em tempo real a quantia arrecadada no ano por estados, municípios e pela União ‒ no momento do fechamento desta matéria, o total de 2024 já ultrapassa a marca de R$ 1,8 trilhão.

“O impostômetro serve como um lembrete constante do impacto dos tributos na vida cotidiana dos brasileiros. Por meio dessa ferramenta, cidadãos e empresários podem visualizar não apenas a magnitude dos recursos coletados, mas também refletir sobre a qualidade dos serviços públicos oferecidos em contrapartida”, afirma Roger Mitchel, diretor da Contabilidade Internacional, escritório jurídico e contábil.

Dessa forma, Mitchel considera que o impostômetro, além de cumprir um papel de transparência, fomenta o debate sobre a necessidade de melhorias em áreas como educação, saúde, segurança e infraestrutura.

A ferramenta estimula uma maior participação da população em questões fiscais, com os cidadãos se posicionando de “maneira mais informada e ativa nas discussões sobre reforma tributária e pressionando por um sistema mais justo e eficiente”, acredita o especialista.

Em 2023, a carga tributária do governo federal, dos estaduais e municipais chegou a R$ 3,52 trilhões, o equivalente a 32,44% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A informação consta em uma pesquisa da Secretaria do Tesouro Nacional.