Amazonas
Cinco parlamentares do Amazonas já assinaram pedidos de investigação do caso Master em comissões no Congresso
Comissões poderão investigar aplicações do Amazonprev no Banco Master.
Os deputados federais pelo Amazonas Amom Mandel (Cidadania), Alberto Neto (PL), Pauderney Avelino (União), Fausto Jr. (União) e o senador Plínio Valério (PSDB) aderiram a pedidos de Comissã Parlamentar de Inquérito (CPI) e Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar fraudes no Banco Master e e a aplicações de fundos previdenciários regionais, como o feito pela Fundação Amazonprev, de R$ 56 milhões, na instituição, liquidada pelo Banco Central.
Na segunda-feira (2 de fevereiro), o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) paresentou requerimento com 201 assinaturas para investigar negócios bilionários entre BRB (Banco de Brasília) e Banco Master e os escândalos financeiros envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. Também há pedidos de CPMI – esta reunindo deputados e senadores – em tramitação nas mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Segundo Rodrigo Rollemberg, o pedido conta com 201 assinaturas e, se criada, além apurar possíveis irregularidades em operações financeiras do banco de Daniel Vorcaro, vai investigar as negociações para a compra, pelo Banco de Brasília (BRB), de carteiras de crédito vendidas pela instituição financeira.
O banco estatal controlado pelo Governo do Distrito Federal gastou R$ 12 bilhões para comprar carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e não tinham garantias. O prejuízo para o BRB pode chegar a R$ 5 bilhões.
Para a CPI ser efetivamente criada, o pedido de abertura apresentado por Rollemberg precisa ser lido no plenário da Câmara pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O requerimento vai para uma fila de CPIs, que tem outras 15 solicitações.
Segundo o regimento da Casa, há um limite para o funcionamento de comissões desse tipo. Só podem funcionar simultaneamente na Câmara cinco CPIs criadas a parir de requerimentos.
Rollemberg é ex-governador do Distrito Federal e faz oposição ao atual chefe do Executivo local, Ibaneis Rocha (MDB).
O deputado Amom Mandel disse que assinou a CPI do Banco Master porque o Congresso não tem que ficar de braços cruzados quando há indícios de operações que podem afetar o sistema financeiro, envolver fundos, relações de influência suspeitas e decisões com impacto direto na vida do brasileiro.
O deputado Pauderney Avelino disse que subscreveu os pedidos de instalação da CPMI do Banco Master porque, segundo ele, é a maior fraude financeira da história do país. “Esse descalabro não poderá ficar impune. Precisamos saber o tamanho do rombo, fruto da ganância que lesou correntistas, aplicadores CDB e CDI, o FGC e as previdências, como a Amazonprev, do meu estado, que aplicou R$ 56 milhões no Master”.
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